Carioca Connection 🇧🇷
  • About
  • Member's Area
  • Freebies
  • Podcast
  • Worksheets

About

Member's Area

Podcast

Made with ❤️ by Alexia & Foster

Olympics 2024

Carioca Connection’s guide to learning Brazilian Portuguese with the Olympics

icon

Bem-vindos! 👋

Check out our five most recent episodes about the 2024 Olympics.

We have compiled the episodes into a mini-series for you to improve your listening comprehension, learn some fun new slang & little look into the type of resources we include in the CC Club.

Each conversation includes a complete transcription, useful vocabulary & expressions.

We hope you have as much fun listening to these conversations as we did recording them.

Aquele abraço,

Alexia & Foster

  • Carioca Connection’s guide to learning Brazilian Portuguese with the Olympics
  • Bem-vindos! 👋
  • S09:E24 — Olympics Emergency Podcast
  • Transcript
  • Useful vocabulary & expressions
  • S09:E25 — Talking about the Olympics
  • Transcript
  • Useful vocabulary & expressions
  • S09:E26 — Os uniformes dos Jogos Olímpicos do Brasil
  • Transcript
  • Useful vocabulary & expressions
  • S09:E27 — A torcida brasileira
  • Transcript
  • Useful vocabulary & expressions
  • S09:E28 — Ginástica artística {Gymnastics in Portuguese}
  • Transcript
  • Useful vocabulary & expressions
  • S09:E29 — Encerramento das Olimpíadas
  • Transcript
  • Useful vocabulary & expressions
  • Join the CC Club for access to 250+ worksheets, weekly live classes, exclusive courses & so much more!
  • $15/month
  • $29/month

S09:E24 — Olympics Emergency Podcast

‣

Transcript

Foster: Olá, pessoal. Bem-vindos, muito bem-vindos a mais um episódio do Carioca Connection. Eu só queria ligar os microfones porque é um momento histórico e, Alexia, se você não se importa, pode pegar o microfone e só falar o que você está sentindo e o que aconteceu.

Alexia: Nesse momento, eu quero ver a Rebeca subindo no pódio, se você quiser colocar no microfone.

Foster: Eu posso tomar controle dos canais aqui.

Alexia: Bom, Rebeca Andrade, a nossa Simone Biles, ficou em segundo lugar no All Around da ginástica artística, e para mim, já valeu as Olimpíadas. Já foi. Era o que eu mais estava torcendo de tudo. Eu estou aqui chorando de ter visto isso. Uma superação enorme. A nossa Flavinha, que era para ter uma melhor colocação, escorregou no solo, mas também está entre as melhores do mundo. É muito orgulho isso. Mas enfim, é isso, gente. Só isso que eu tenho para falar agora. Eu quero muito assistir ela subindo no pódio e recebendo a medalha de prata. Ai, muito orgulho dessa menina.

Foster: Pode falar mais? Enquanto isso, estou aqui com o iPad. Por que é tão importante? E fala sobre as meninas da ginástica artística.

Alexia: Ginástica artística é o que a gente vê com a Simone Biles, que são os aparelhos e as apresentações de solo. E a ginástica rítmica é quando elas têm aquelas fitas, as bolas, os bambolês, etc. Então, são dois tipos de ginástica diferentes. O Brasil vem trabalhando por quase vinte anos com uma equipe super, super, super forte, principalmente feminina. A gente tinha uma equipe forte masculina, mas hoje em dia, infelizmente, não tem mais. Só temos dois atletas competindo. E é uma das coisas que eu mais gosto de assistir durante as Olimpíadas, porque, para mim, o que eles fazem eu jamais conseguiria fazer.

Se eu chorei descendo rapel, imagina dar uma cambalhota no ar. Não ia dar nunca certo isso. Mas uma curiosidade muito importante é que a escola de ginástica artística do Brasil é no Clube do Flamengo, no Rio de Janeiro. E, assim, a Rebeca começou lá e pouca gente sabe disso, porque todo mundo associa o Flamengo com futebol, né? Mas na verdade, não. Eles têm os melhores treinadores, têm tudo. Então, enfim, é isso. Estou muito, muito, muito feliz que a Rebeca tenha ficado em segundo lugar. Admito que eu teria ficado chateada se ela tivesse ficado em terceiro, mas ela merece.

Foster: Ela merece.

Alexia: Mas assim, ela merece muito. E agora, nos próximos dias, nós teremos as competições por aparelho. Ou seja, cada uma delas vai competir por aparelho, não é a rotina inteira. Então, talvez a gente ainda tenha mais chances de medalha para vir, e é isso.

Foster: Então, a situação é a seguinte: a gente está esperando a lasanha cozinhar e mais um momento histórico para o Brasil e para a Alexia. Parabéns, Alexia.

Alexia: Sim.

Foster: Você está feliz?

Alexia: Eu estou muito feliz. O que eu gosto muito de ver também são elas, as atletas, uma torcendo pela outra, sabe? Tipo, quando elas veem que a outra foi bem ou então quando uma escorrega, elas ficam preocupadas. Eu gosto de ver isso, então é muito bonito. É isso, gente. Então, diretamente de Portugal, Alexia Souza e William Foster com vocês.

Olimpíadas Paris 2024, ginástica artística.

Foster: Já, já, vamos ter um episódio normal falando sobre todo o vocabulário sobre esse esporte. Vamos continuar falando sobre as Olimpíadas, mas eu só queria gravar esse momento muito, muito feliz para nós, para o país, e, sobretudo, para a Alexia.

Alexia: Sim, olha o Chico, nosso treinador, maravilhoso. É isso, gente. Muito obrigada e até o próximo episódio. Tchau.

‣

Useful vocabulary & expressions

Vocabulary & additional resources

Bem-vindos – Welcome

Momento histórico – Historic moment

Se você não se importa – If you don't mind

O que você está sentindo? – What are you feeling?

Tomar controle – To take control

Eu estou aqui chorando – I'm here crying

Superação enorme – Huge achievement

Entre as melhores do mundo – Among the best in the world

Subir no pódio – To get on the podium

Medalha de prata – Silver medal

Fala sobre as meninas – Talk about the girls

Ginástica artística – Artistic gymnastics

Ginástica rítmica – Rhythmic gymnastics

Durante as Olimpíadas – During the Olympics

Chorei descendo rapel – I cried while rappelling

Dar uma cambalhota no ar – To do a flip in the air

Não ia dar nunca certo – It would never work out

Treinadores – Coaches

Equipe forte – Strong team

Fiquei chateada – I got upset

Competição por aparelho – Event-based competition

Rotina inteira – Entire routine

Chances de medalha – Medal chances

Esperando a lasanha cozinhar – Waiting for the lasagna to cook

Você está feliz? – Are you happy?

Uma torcendo pela outra – Cheering each other on

Escorregar – To slip

Diretamente de Portugal – Directly from Portugal

Maravilhoso – Wonderful

Próximo episódio – Next episode

Até o próximo episódio – Until the next episode

Valeu as Olimpíadas – The Olympics were worth it

Estou muito feliz – I’m very happy

Admito que – I admit that

Infelizmente – Unfortunately

Talvez ainda tenhamos mais chances – We might still have more chances

Sobre tudo – Above all

Medalha para vir – Medal to come

Eu gosto muito de ver – I really like to see

Treinadores do Flamengo – Flamengo’s coaches

A situação é a seguinte – Here’s the situation

S09:E25 — Talking about the Olympics

Rebeca Andrade! 🥇
Rebeca Andrade! 🥇
‣

Transcript

Alexia: Olá, olá pessoal e bem-vindos a mais um episódio aqui do Carioca Connection. Hoje estamos gravando do lado de fora, sentadinhos embaixo do sol e da sombra. Eu estou no sol e o Foster está na sombra. Dito isso, tudo bem, Foster?

Foster: Está tudo ótimo. É a primeira vez, não, não é a primeira vez, mas faz tempo que a gente está gravando do lado de fora.

Alexia: Ou seja, é a primeira vez em muito tempo que a gente está gravando do lado de fora.

Foster: É a primeira vez em muito tempo.

Alexia: Exatamente. Que...

Foster: Também a frase do lado de fora, eu sempre esqueço como falar isso corretamente, mas é do lado de fora.

Alexia: É, a gente está do lado de fora, da casa.

Foster: Nossa, em inglês é muito mais fácil. Outside.

Alexia: E eu, também, se você tivesse continuado a falar, faz muito tempo, significa que a gente já está há muito tempo gravando do lado de fora, ou seja, horas e horas e horas e horas.

Foster: Ah, entendi. Entendeu?

Alexia: É isso. Então, começamos esse episódio já com uma super correção, muito bom.

Foster: Muito bom. Bom, Alexia, rapidinho, uma nota de produção, é duas notas: a gente está gravando do lado de fora, então tem passarinhos, tem cachorros latindo, tem carros, e também Alexia está. Você estava muito gripada, então talvez a sua voz vá estar um pouco mais baixinha hoje.

Alexia: Sim, um pouco mais rouca também.

Foster: Pouco mais rouca.

Alexia: Rouca?

Foster: É, isso quer dizer, eu acho que em inglês seria "hoarse."

Alexia: É, exatamente.

Foster: Que engraçado também.

Alexia: E também a gente fala que é voz de fumador, né, de fumadora, de fumante, então.

Foster: Mas a Alex nunca fumou cigarro na vida dela.

Alexia: Não. Enfim, hoje vamos falar sobre um assunto que eu estou extremamente animada, que são as Olimpíadas de 2024.

Foster: Olimpíadas de verão.

Alexia: Sim, as Olimpíadas de verão de 2024, que começam daqui a dois dias. Ou seja, a gente está gravando esse episódio logo antes de começar as Olimpíadas, o que vai ser muito interessante porque a nossa pretensão é continuar gravando enquanto as Olimpíadas estão acontecendo pra gente trazer mais vocabulário e mais coisas pra vocês, de acordo com o que está acontecendo. Então, bem-vindos à minissérie sobre as Olimpíadas de Paris 2024.

Foster: Sim, eu estou gostando muito das minisséries que estamos fazendo agora. Tem uma abelha. Mas enfim, gente, eu acho que nossos ouvintes que já escutam o podcast há muito tempo sabem que tem duas Alexias: Alexia normal e a Alexia assistindo o esporte, que é uma pessoa totalmente diferente. Alex fica maluca do meu jeito possível, então você está empolgadíssima para essa Olimpíada.

Alexia: Eu estou, estou super empolgada. Eu não estou tão empolgada quanto eu já deveria estar porque a gente acabou de voltar de viagem, eu ainda estou sofrendo muito com o fuso horário, então eu ainda não consegui estar cem por cento dedicada a isso. Mas eu já comecei a ver sobre as polêmicas na Vila Olímpica, sobre a roupa dos atletas que a Comissão Olímpica Brasileira escolheu para eles, que, gente, é uma vergonha total. Já também me inteirei da polêmica da prefeita ou coisa parecida de Paris com o Rio Sena, que é onde o pessoal vai nadar e o Rio Sena é esgoto a céu aberto. Então, é uma loucura.

Foster: Então, espera aí, eu tenho várias perguntas, Alex. Primeiramente, você falou que você se enterrou? Se enterrou? Como é que é? O que você falou?

Alexia: Enterrar, você sabe o que é enterrar.

Foster: Sim. Que é embaixo da terra.

Alexia: Ou seja, você cabe...

Foster: E algumas pessoas escolhem ficar embaixo da terra.

Alexia: Sim, a gente também pode se enterrar na areia, como brincadeira também.

Foster: É, enfim. Menos...

Alexia: Dramático. É, menos dramático. Mas, eu falei que eu ainda não consegui me integrar. Integrar, com “i”, inteirar.

Foster: Ah, inteirar? Isso aqui é de sei o quê?

Alexia: Estar completamente atualizada sobre o que está acontecendo sobre algo.

Foster: Então você ainda não está sabendo de tudo.

Alexia: Não, eu não sei muito quando é que os jogos do Brasil e de Portugal vão começar, os horários etc. O que eu estou gostando é que a gente está praticamente no mesmo fuso horário, né? A gente está só uma hora atrás de Paris se eu não me engano, então vai ser bom.

Foster: É, é uma coisa que eu queria te perguntar sobre, você já ama as Olimpíadas.

Alexia: Os Jogos Olímpicos ou as Olimpíadas?

Foster: Os Jogos Olímpicos ou as Olimpíadas. Você já ama, mas também você ama Paris.

Alexia: Sim.

Foster: Então, o que você está achando disso? Você acha que vai ser um bom lugar para as Olimpíadas? Vai ser uma bagunça?

Alexia: Eu estou achando muito engraçado que o parisiense, ou seja, quem mora em Paris, está fazendo literalmente o oposto do que o carioca fez durante as Olimpíadas. Então assim, nós, durante as Olimpíadas, era tipo, a nossa cidade é a melhor do mundo, eu vou ficar aqui para aproveitar as festas e assistir os jogos junto com os meus amigos etc. Os parisenses simplesmente sumiram da cidade, alugaram os apartamentos deles, as casas deles por não sei quantos mil, ou seja, estão fazendo muito dinheiro durante essa época.

Foster: É, deve ser bom negócio.

Alexia: Pois é, mas eles viraram e falaram: “Comigo confusão? Jamais, estou fora. Paris já é uma confusão normalmente, imagina com esses atletas e os Jogos Olímpicos.” Está no sol. Sim.

Foster: E uma coisa interessante, dos primeiros episódios que a gente gravou, os primeiros episódios do podcast foram sobre as Olimpíadas no Rio de Janeiro.

Alexia: Sim.

Foster: Em 2016. É. Então faz mais do que oito anos, né? A gente gravou em maio de 2016.

Alexia: É, né?

Foster: Agora a gente está em julho de 2024.

Alexia: É verdade. Oito anos. Ainda não tive coragem de escutar o episódio.

Foster: Ainda não tive, porque eu sei que o meu português não era muito bom naquela época, e também eu tenho muito medo de perceber que o meu português ainda não melhorou muito.

Alexia: Foster.

Foster: Enfim, então os parisienses simplesmente sumiram da cidade e, eu tenho acompanhado umas pessoas, uns criadores de conteúdo brasileiros que estão em Paris e eu tenho acompanhado os conteúdos deles e eles realmente mostram: “Gente, esse restaurante que demora sei lá, três meses para você conseguir entrar, tem que fazer reserva, olha, vazio, não tem ninguém.” Porque a cidade está só para os turistas, é muito engraçado isso assim. É uma boa época de se visitar aparentemente então.

Foster: Você gostaria de estar lá?

Alexia: Eu adoraria estar assistindo algum jogo, com certeza. Assistir o vôlei feminino ou masculino, nossa, eu acho... só de eu fico arrepiada só de pensar. É a primeira vez também em, doze anos se eu não me engano, algo do gênero, que a seleção brasileira de futebol não participa das Olimpíadas porque não conseguiram vaga de tão ruim que estamos no futebol. Que é uma pouca vergonha o futebol brasileiro hoje em dia, isso já diz muito sobre como a Copa do Mundo vai ser ano que vem.

Foster: É sério isso?

Alexia: É sério.

Foster: Eu não sabia disso não.

Alexia: Pois é, eu estou revoltada. Eu acho que a gente só vai voltar a ganhar alguma coisa no Brasil, de futebol, daqui a dez, quinze anos. Eu estou, não estou brincando não. Quando a gente tiver quase sessenta anos, praticamente, a gente vai voltar a ver o Brasil sendo campeão.

Foster: Você sabe se os Estados Unidos vão jogar?

Alexia: Não sei.

Foster: Nossa. Bom, qual é seu esporte preferido das Olimpíadas?

Alexia: Ah, muito difícil, amor.

Foster: Pode escolher vários.

Alexia: Tá, vôlei, masculino e feminino. Ginástica artística.

Foster: Espera aí, o vôlei, explica o que é.

Alexia: Como assim, o que é vôlei?

Foster: É vôlei

, mas eu digo, tem vôlei de praia, tem vôlei normal.

Alexia: Sim, entendi. Então, vôlei normal, o indoor, o que a gente assiste o tempo inteiro no final de semana, ou seja, na TV, não na praia. E vôlei de praia que é um esporte super legal e é muito divertido de assistir também.

Foster: E que outro esporte?

Alexia: Ginástica artística, natação. Eu gosto muito de natação também. Atletismo.

Foster: Atletismo é uma loucura, eu gosto também.

Alexia: Eu gosto. Eu adoro acompanhar as provas.

Foster: Bom, então você está pronta. Que horas começam as Olimpíadas? Lembra?

Alexia: Daqui a dois dias, 24 de agosto.

Foster: São 24 de agosto? Não, vai começar no dia 26 de agosto.

Alexia: Então, não. A abertura é dia 26. Então começa com a abertura, vai ter a cerimônia e tudo mais e começa com as competições no dia 27 de agosto.

Foster: É isso aí. Então, se você escuta esse episódio na quarta-feira, vai ser, ou seja, o dia que a gente está gravando.

Alexia: É, se você escuta esse episódio antes das Olimpíadas começarem, é bem isso.

Foster: Sim. Então é isso.

Alexia: Isso. Então, muito obrigada por escutar e até o próximo episódio.

Foster: Até mais.

Alexia: Tchau.

Foster: Tchau, tchau.

‣

Useful vocabulary & expressions

Vocabulary and Expressions

Olá olá pessoal - Hello hello everyone

Bem-vindos a mais um episódio - Welcome to another episode

Do lado de fora - Outside

Sentadinhos - Sitting (diminutive, affectionate form)

Embaixo do sol e da sombra - Under the sun and in the shade

Faz tempo - It's been a while

Estou extremamente animada - I'm extremely excited

Esgoto a céu aberto - Open sewer

Fuso horário - Time zone

Estou super empolgada - I'm super excited

Estou revoltada - I'm outraged

Ter coragem de - To have the courage to

Corrida rasa - Flat race (track event without hurdles)

A gente está gravando - We're recording

A nossa cidade é a melhor do mundo - Our city is the best in the world

Eles viraram e falaram - They turned and said

Sem obstáculos - Without obstacles

Ginástica artística - Artistic gymnastics

Ginástica rítmica - Rhythmic gymnastics

Acho super interessante - I find it super interesting

Receber as Olimpíadas - To host the Olympics

Alugar os apartamentos - Rent out the apartments

Começar daqui a dois dias - Start in two days

Vou ficar aqui pra aproveitar - I'll stay here to enjoy

Sumiram da cidade - Disappeared from the city

Tá bom por hoje - It's enough for today

O que está acontecendo - What's happening

A gente tem ótimos jogadores - We have great players

Adoro assistir os nadadores - I love watching the swimmers

Já comecei a ver - I've already started seeing

Já também me inteirei - I'm also aware

A Rebeca Andrade é simplesmente a melhor do mundo - Rebeca Andrade is simply the best in the world

Voz de fumante - Smoker's voice

Minissérie - Mini-series

Estar cem por cento dedicada - To be one hundred percent dedicated

Se inteirar - To become fully informed/updated

Parisienses - Parisians

Confusão - Confusion, mess

Arrepiada - Goosebumps

Torcer - To cheer for

Vôlei de quadra - Indoor volleyball

Vôlei de praia - Beach volleyball

Maratonas - Marathons

Cerimônia de abertura/encerramento - Opening/closing ceremony

Grammar Notes

  1. Use of "a gente": In Brazilian Portuguese, "a gente" is commonly used to mean "we." It's more informal than "nós" and is conjugated in the third person singular. Example: "A gente está gravando" (We're recording)
  2. Continuous tense with "estar + gerund": Similar to English, Portuguese uses this structure to express ongoing actions. Example: "Estamos gravando" (We are recording)
  3. Diminutive form: Adding "-inho" or "-inha" to nouns or adjectives can express affection or smallness. Example: "Sentadinhos" (Sitting, in a cute or comfortable way)
  4. Informal contraction: "Está" is often shortened to "tá" in casual speech. Example: "Tá bom por hoje" (It's enough for today)

Cultural Notes

  1. Olympics in Rio: The speakers reference the 2016 Olympics held in Rio de Janeiro, comparing the local reaction to that of Parisians for the 2024 Games.
  2. Brazilian athletes: They mention Rebeca Andrade, a prominent Brazilian gymnast, highlighting her global standing in artistic gymnastics.
  3. Cariocas: This term refers to people from Rio de Janeiro. The speakers contrast the behavior of cariocas during the 2016 Olympics with that of Parisians in 2024.
  4. Brazilian football: The conversation touches on the current state of Brazilian football, noting that the men's team didn't qualify for the 2024 Olympic tournament, which is unusual and concerning for many Brazilian fans.

Conversation Practice

Try to answer these questions in Portuguese based on the podcast:

  1. Onde Alexia e Foster estão gravando o episódio?
  2. Por que Alexia diz que está com a voz rouca?
  3. Qual é a diferença entre ginástica artística e ginástica rítmica?
  4. Como os parisienses estão reagindo à chegada das Olimpíadas?
  5. Quais são alguns dos esportes favoritos de Alexia nas Olimpíadas?

Remember, this worksheet is designed to help intermediate to advanced learners improve their Brazilian Portuguese skills. Focus on using the new vocabulary and expressions in context, and pay attention to the grammar points and cultural references to enhance your understanding of contemporary Brazilian Portuguese.

S09:E26 — Os uniformes dos Jogos Olímpicos do Brasil

Alexia has some strong opinions about the Olympic uniforms!
Alexia has some strong opinions about the Olympic uniforms!
‣

Transcript

Alexia: Oi oi pessoal e bem-vindos a mais um episódio aqui do Carioca Connection edição Olimpíadas dois mil e vinte e quatro edição especial, quase live from Paris, mas não, estamos aqui ao vivo de Portugal.

Foster: Não é ao vivo de Paris não.

Alexia: É quase. E meu nome é Alexia e eu estou aqui muito bem acompanhada do?

Foster: Foster! Oi Alexia, oi gente, como que você está hoje?

Alexia: Eu estou bem e você?

Foster: Eu estou muito bem, está tudo bem, tudo zen, estamos gravando do lado de fora, então eu estou super feliz.

Alexia: Bom, a pauta de hoje, o assunto de hoje continua sendo sobre as Olimpíadas de dois mil e vinte e quatro, mas, especificamente sobre os uniformes oficiais dos países.

Foster: Posso fazer uma pergunta? Você falou a pauta de hoje? O que quer dizer a palavra pauta?

Alexia: Pauta é assunto.

Foster: É o tema.

Alexia: É o tema.

Foster: É a mesma coisa, mais ou menos. É uma das palavras que eu reconheço, mas eu nunca uso, pauta.

Alexia: Pode ser uma coisa mais oficial também, por exemplo, não oficial mas mais formal de falar durante uma reunião de negócios, algo do gênero. Gente, isso é uma coisa, eu estou vendo o Foster brigar contra moscas que estão ao redor dele, está muito engraçado.

Foster: Não foram as moscas, eu quase caí da cadeira. Mas enfim, agora eu entendo a palavra pauta, e se você não escutou o episódio anterior, provavelmente é uma boa ideia começar lá. E a Alexia ama as olimpíadas, mas parece que esse ano tem uma coisa que você não está muito feliz.

Alexia: Tem algumas coisas que eu não estou muito feliz, mas o episódio de hoje a gente vai falar sobre uma coisa específica que é sobre os uniformes dos países e principalmente falando sobre o uniforme brasileiro que o comitê olímpico brasileiro escolheu e os nossos atletas são obrigados a usar, enfim.

Foster: Comitê olímpico, palavra interessante.

Alexia: Sim.

Foster: Tá e também explicar Alexia, o que são os uniformes, é masculino?

Alexia: Sim.

Foster: Uniformes olímpicos, o que são e por que você está tão chateado com o Brasil?

Alexia: Bom, o uniforme olímpico de cada país é simplesmente a apresentação daquele país, né, diante do mundo e diante do adversário. Então, você tem aí muita responsabilidade em relação a colocar a parte cultural do país, as cores do país, tudo aquilo está no uniforme olímpico.

Foster: Então, basicamente, é uma chance de mostrar pro mundo inteiro o seu país. Exatamente. É muito importante.

Alexia: Exatamente. E, enfim, claro que os atletas, todos eles, recebem roupas para o dia da abertura, da cerimônia de abertura e também para quando eles vão competir. Então você tem roupas mais chiques, digamos assim, e roupas mais casuais, então por exemplo, se os atletas ganham, né, terceiro, segundo ou primeiro lugar, eles colocam o uniforme deles de novo, sobem no pódio e recebem as medalhas.

Foster: No pódio, não é o palco.

Alexia: É, no pódio.

Foster: É no pódio. Eu adoro os uniformes durante a abertura. Parece que cada quatro anos eu não estou super animado sobre as Olimpíadas, eu gosto mas não estou tão empolgado quanto você, mas durante a abertura eu adoro essa parte, acho que é a minha parte preferida.

Alexia: Bom, então temos as Olimpíadas em Paris, que, independentemente de você gostar ou não de moda, é fato histórico até que a capital mundial da moda é lá, é Paris, é a cidade das grandes marcas mundiais, é onde tem todos os ateliês mais importantes, é onde os desfiles mais importantes acontecem então, você tem né na sua cabeça ok, Paris.

Foster: Se você me perguntar, tipo, quando eu falo isso, qual é a primeira palavra que vem para a sua cabeça, provavelmente diria moda.

Alexia: É, eu botaria moda barra cultura, pra mim essas duas caminham juntas por diferentes motivos, não é só moda, também é uma questão cultural. É, enfim.

Foster: Moda superimportante.

Alexia: Super importante, está no DNA dos franceses, enfim. E aí, começou a sair na internet a divulgação dos diferentes uniformes dos diferentes países, então, por exemplo, grandes nomes da moda de cada país se juntaram para fazer o uniforme de cada país, então, por exemplo, a Ralph Lauren.

Foster: Grandes nomes, você quer dizer grandes marcas.

Alexia: Grandes marcas, grandes nomes, grandes ateliês.

Foster: Entendi.

Alexia: A Ralph Lauren se juntou ao Comitê Olímpico dos Estados Unidos para criarem em conjunto o uniforme dos atletas americanos e vem junto o jeans, que o jeans americano é uma identidade muito grande dos americanos.

Foster: A Ralph Lauren é uma empresa bem, é.

Alexia: É. E também tem países que não têm grandes nomes de moda, mas que se juntaram com marcas de outros lugares do mundo para fazerem criações maravilhosas, aí me vem o Brasil. Aí me vem o Brasil com a desculpa de que foram focadas no bordado nordestino, o que está ótimo e lindíssimo o nosso bordado nordestino.

Foster: É, quando você fala bordado isso quer dizer que são feitos no nordeste né?

Alexia: Parece que eles contrataram bordadeiras nordestinas.

Foster: Bordadeiras.

Alexia: Que fizeram as suas criações em uma jaqueta jeans e etcetera. Mas assim gente, a roupa do Brasil, eu acho que foi feita de péssima categoria, assim e qualidade. Eles se juntaram com a Riachuelo, se eu não me engano, que é uma marca de fast fashion brasileira, é uma marca de fast fashion brasileira, não é uma Zara, é uma Zara brasileira.

Foster: E o que quer dizer isso, de fast fashion?

Alexia: Ué, fast fashion amor.

Foster: Isso quer dizer, eu lembro que você já falou sobre os quando a gente estava falando sobre produtividade lenta, então eu imagino que, fast e fashion, toma que palma?

Alexia: Fast fashion.

Foster: O aposto é a roupa que é pra usar três vezes e isso.

Alexia: É. E ao invés de se juntarem com uma marca brasileira que nós, graças a Deus, eu tenho muito orgulho disso, a moda brasileira tem muitos grandes nomes brasileiros.

Foster: Tem?

Alexia: Tem. Farm Rio é uma delas.

Foster: E quando você está falando sobre o nordeste e bordados, baianos, eu estou imaginando tipo as baianas e a roupa tão linda que que elas usam.

Alexia: Não precisa também ser tão, ser tão uma caricatura eu acho que tem que ser adaptado aos atletas Acho claro. Né?

Foster: Mas por que, por que deu errado? Tudo.

Alexia: Tudo. Tudo deu errado, eles colocaram as meninas numa saia branca, que é completamente transparente. Então dá pra ver a sua roupa íntima.

Foster: Calcinha, etcetera.

Alexia: É exato.

Foster: Isso não é meu. Não é muito bom não.

Alexia: E parece que teve 0 esforço em relação a isso e fica assim pra mim pensamento de que o esporte brasileiro, nunca teve e ainda não tem nenhum tipo de incentivo no jeito que a gente vê nos Estados Unidos, por exemplo. É. Não existe dinheiro para o esporte brasileiro, muda governo, seja Então por exemplo, teve uma grande questão também na Vila Olímpica de Paris, no verão europeu, no verão de Paris que é muito quente, eles simplesmente não têm ar condicionado.

Foster: Eu lembro dessa história.

Alexia: E não só isso, a cama que eles receberam, é uma cama extremamente desconfortável que todos os atletas de todas as culturas estão falando sobre isso. Então por exemplo, o que que o pessoal do Canadá, dos Estados Unidos, da Inglaterra fizeram? Eles foram na IKEA e compraram o topper pra cama, pro atleta conseguir dormir bem, porque se você não dorme bem você não compete bem.

Foster: Também todos os países ricos digamos compraram o ar condicionado.

Alexia: Compraram ar-condicionado e estão instalando dentro dos quartos. E o Brasil coitado, não tem nada disso. E aí fica assim o meu pensamento de que, se não existe o menor interesse em fazer uma apresentação boa do seu atleta, né? Colocar eles dentro de uma roupa cultural, bonita, mostrar pro mundo assim quem é o Brasil, muito menos vai ter interesse em comprar topper na IKEA porque não tem dinheiro pra isso. É. Sabe?

Foster: Não, pão caramba pros jogos.

Alexia: Teve dos nossos atletas que ele faz, ai eu esqueci o nome disso em inglês e em português, é aquele que você roda e tem que jogar o peso longe.

Foster: Ah, acho que é hammer throw, algo assim.

Alexia: Eu não sei o nome sinceramente.

Foster: Eu também estou esquecendo agora de ter branco, mas meu primo fazia.

Alexia: Enfim e esse atleta, atleta de porte grande, né? Ele é muito forte e é grande, é uma pessoa grande. Não tem uniforme do tamanho dele.

Foster: Ai. Como é?

Alexia: que o Comitê Olímpico brasileiro faz isso com seus próprios atletas sabe? Então assim, só mostra o quanto de garra você precisa ter pra ser atleta no Brasil, O quanto você tem que querer muito pra fazer isso no Brasil? Garra? Garra.

Foster: Isso quer dizer o que?

Alexia: Garra.

Foster: Garra é, agarrar, uma coisa.

Alexia: Não, garra são as garras dos animais, são as unhas.

Foster: Tipo Tipo a

Alexia: Força, você precisa de força, quanto de garra você precisa para querer fazer disso. Entendi.

Foster: Bom, tem países que os uniformes

Alexia: A Mongólia está lindíssima.

Foster: Mongólia? Gente, a Mongólia.

Alexia: A gente nunca escuta falar da Mongólia, está lindíssima, maravilhosa ainda. Eu vou aplaudir de pé os atletas brasileiros sem a menor dúvida, porque não é culpa deles que não existe incentivo, é simplesmente o desinteresse do governo e do público em relação aos atletas durante qualquer tipo de jogos, sabe?

Foster: Bom.

Alexia: Fica aí meu desabafo.

Foster: É o desabafo da Alexia é a única coisa que a Alexi não gosta das Olimpíadas, pra acabar numa coisa mais feliz. Você sabe alguma coisa de como vai ser Abertura?

Alexia: Não, não sei de nada.

Foster: Quem vai

Alexia: cantar? Ah, bom, parece que foi divulgado ontem, mas assim veio pelo TMZ, essa é a notícia.

Foster: Não é o mais confiável no mundo.

Alexia: É, não sei se é verdade ou não, que a Lady Gaga vai cantar junto com a Celine Dion, que vai ser a volta da Celine aos palcos, né, porque ela teve que parar por questões muito sérias, e parece que elas vão cantar “La Vie en Rose” juntas.

Foster: Vai ser legal. Vai ser divertido.

Alexia: É.

Foster: Bom, gente. O único episódio, vamos dizer pouco mais negativo. Menos negativo, menos positivo, sobre as olimpíadas, e num próximo episódio vamos voltar pras coisas que você ama.

Alexia: Sim, com certeza.

Foster: Parece bem?

Alexia: Parece ótimo.

Foster: Mais alguma coisa, Alexia?

Alexia: Não, tudo certo.

Foster: Então, muito obrigado, gente, e até o próximo episódio!

Alexia: Tchau.

‣

Useful vocabulary & expressions

Oi oi pessoal - Hey everyone

Bem-vindos - Welcome

Ao vivo - Live

Estou bem acompanhada - I'm in good company

A pauta de hoje - Today's topic

Brigar contra moscas - To fight against flies

Caí da cadeira - I fell off the chair

Comitê olímpico - Olympic committee

Uniformes olímpicos - Olympic uniforms

Cerimônia de abertura - Opening ceremony

Roupas mais chiques - Fancier clothes

Roupas mais casuais - More casual clothes

Subir no pódio - To get on the podium

Receber as medalhas - To receive the medals

Capital mundial da moda - World fashion capital

Grandes marcas mundiais - Major global brands

Desfiles mais importantes - Most important fashion shows

Está no DNA dos franceses - It's in the French DNA

Grandes nomes de moda - Big names in fashion

Se juntaram - Joined forces

Bordado nordestino - Northeastern embroidery

Bordadeiras nordestinas - Northeastern embroiderers

Fast fashion - Fast fashion

Toma que palma - There you have it

Graças a Deus - Thank God

Dá pra ver - You can see

Roupa íntima - Underwear

Teve zero esforço - There was zero effort

Vila Olímpica - Olympic Village

Ar condicionado - Air conditioning

Cama extremamente desconfortável - Extremely uncomfortable bed

Topper pra cama - Mattress topper

Coitado - Poor thing

Atleta de porte grande - Large-sized athlete

Quanto de garra - How much grit

Vou aplaudir de pé - I'll give a standing ovation

Fica aí meu desabafo - There's my rant

Não sei se é verdade - I don't know if it's true

A volta aos palcos - The return to the stage

Parece ótimo - Sounds great

Tudo certo - All good

S09:E27 — A torcida brasileira

‣

Transcript

Alexia: Oi oi pessoal e bem-vindos a mais um episódio aqui do Carioca Connection, Olimpíadas 2024.

Foster: Edição Olimpíadas. Olá Alexia, bom dia, boa tarde, boa noite.

Alexia: Bom dia, Foster, tudo bem?

Foster: Está tudo bem. Literalmente é bom dia pra gente, mas não sei se nossos ouvintes estão escutando durante a tarde, à noite... Bom dia, boa tarde, boa noite.

Alexia: Bom pessoal, bem-vindos a mais um episódio aqui do Carioca Connection. Estamos fazendo uma minissérie sobre o evento mais importante do ano, as Olimpíadas Paris 2024. E hoje temos um assunto muito especial.

Foster: Sim, aliás, o que é minissérie? Porque por mais umas duas semanas, a vida da Alexia e também as nossas vidas são Olimpíadas.

Alexia: Sim. E falando nisso, vi um meme muito engraçado de uma pessoa em frente ao espelho, e aí com a legenda: "Metade do meu dia eu falo sobre as Olimpíadas", e embaixo, a mesma pessoa no mesmo espelho, com a legenda: "A outra metade eu espero que as pessoas falem comigo sobre as Olimpíadas". Sou eu, eu só tenho esse assunto.

Foster: E a outra metade você está assistindo às Olimpíadas. Então, enfim, me conta, Alexia, sobre qual área, qual perspectiva das Olimpíadas você quer trazer pra gente hoje?

Alexia: Eu acho que a gente pode falar exatamente sobre isso: a torcida brasileira. E como nós, como país, como nação, nos envolvemos quando tem brasileiro lá, lutando pelo nosso país e por eles mesmos, claro.

Foster: É impressionante. Uma das coisas que eu amo sobre as Olimpíadas é que realmente me lembra e mostra que o Brasil é um país tão especial, é um povo tão único, que realmente eu amo. Nos primeiros episódios que a gente gravou, se não me engano foi o segundo, falamos que o Brasil e o brasileiro são únicos, vocês são diferentes.

Alexia: Sim, eu acho que tem muito por trás disso. Acho que o brasileiro tem muito a síndrome do vira-lata, né? Achamos que qualquer outro país é muito melhor que o nosso, e qualquer coisa que os outros países fazem é muito melhor. Então, quando vemos nossos atletas lá, que têm zero incentivo do governo, das escolas, ou qualquer coisa parecida, fazendo o que fazem, e chegando em último, em décimo, em quarto, em primeiro, segundo ou terceiro, é surreal. Porque ser atleta no Brasil não vale a pena, você não fica rico, você não tem incentivo a não ser que seja o melhor dos melhores.

Foster: Somente estou pensando nisso agora, mas é quase como se as Olimpíadas fossem uma prova contra a síndrome do vira-lata, mostrando que o Brasil não é um país inferior.

Alexia: Exato. E hoje em dia, com as redes sociais e a facilidade de assistir coisas pelo YouTube, é muito mais fácil o acesso do povo para assistir. Mesmo que você não tenha os canais específicos, como o SportTV, hoje em dia você consegue assistir às Olimpíadas pelo YouTube. Isso faz com que muito mais pessoas vejam tiro ao alvo, por exemplo. Outro dia, meu pai estava assistindo luta greco-romana. Não paramos para assistir isso, mas se tiver brasileiro durante as Olimpíadas, vou estar lá, vou estudar as regras, vou entender o que é, e vou torcer até dizer chega!

Foster: A minha impressão, pelo menos, é que o país inteiro para. Todo mundo está assistindo, todo mundo está participando desse evento, é quase comum não?

Alexia: E uma coisa que eu estava até falando com as minhas amigas... o Foster, obviamente, mora comigo e me vê fazendo isso, mas quando tem ginástica artística, vôlei, futebol, a gente para pra assistir e ficamos todas no WhatsApp comentando sobre o jogo ou sobre a prova que os brasileiros estão fazendo. E a gente estava até falando: pô, quando tem Copa do Mundo masculina de futebol e o Brasil está jogando, é feriado no Brasil. Ninguém trabalha, ninguém vai para a escola nem nada. Por que não é a mesma coisa durante as Olimpíadas? Por que não existe isso?

Foster: É uma boa pergunta. Talvez uma coisa que você possa tentar mudar no futuro.

Alexia: Eu acho que já está mudando porque o futebol masculino está indo de mal a pior. Acho que na próxima Copa do Mundo vou me esconder debaixo da cama pra não ver o que o Brasil está fazendo, porque é um desespero. E só daqui a dez anos teremos uma seleção brasileira de volta. E também, as Olimpíadas fizeram esse efeito nas pessoas. O Brasil, como nação, começou a admitir que não é mais o país do futebol e começou a dar muito mais valor para outros esportes.

Foster: Acho que é muito legal. E o Brasil é diferente, o brasileiro é diferente. Você pode assistir a qualquer esporte e vai ter um monte de brasileiro gritando lá. Sempre penso: nossa, se fosse qualquer outro país do mundo, seria estranho, mas quando é o Brasil, é tão legal!

Alexia: Somos tão loucos que, durante as Olimpíadas do Rio, estava tendo uma luta de judô, de grego contra egípcio, e lá estava o juiz, que era brasileiro. Então a torcida começou a torcer pelo juiz, nem pelos lutadores!

Foster: Você me mostrou o vídeo, que é muito engraçado. A torcida inteira torcendo para o juiz, nem para os jogadores!

Alexia: É uma loucura. E agora meu TikTok está inteiro de Olimpíadas. Apareceu um americano que está em Paris agora, ele se gravou falando: “Gente, acabei de sair do campeonato de skate, não tenho certeza, e ele falando assim: caraca, torcida brasileira não tem igual no mundo.” Eles têm uma força, têm cantos e batidas, gritam, e você nem consegue escutar o que está acontecendo.

Foster: Sim, é basicamente isso. E você gosta disso?

Alexia: Amo, porque estou participando nisso. Eu estou vendo isso na nossa casa todos os dias.

Foster: Mas você acha que isso pode ser chocante para alguém que está visitando o Brasil pela primeira vez?

Alexia: Sim, é muito alto, é complicado ver pessoas torcendo e nós xingamos, desejamos que o outro caia (não se machuque, mas que escorregue). É engraçado ver o pessoal passando manteiga na TV falando: “escorrega, escorrega”. Não acho que seja legal, mas é assim. E nós aprendemos a torcer com a cultura do futebol. A cultura do futebol é ir ao estádio, torcer mesmo. Só que quando você leva isso, por exemplo, para o tênis de mesa, que é um esporte super específico e que as pessoas estão super concentradas, é uma loucura.

Foster: Lembro que a primeira vez que visitei o Rio e realmente morei no Brasil, pensei: nossa, elas estão falando tão alto, tanto barulho sempre, mas hoje em dia, quando escuto brasileiro falando, até gritando, é como música para mim. Porque o Brasil é diferente.

Alexia: E acho que estamos com esse sentimento de que tirou em décimo lugar, é ouro para a gente. Tirou em último lugar, é ouro. Só de estar lá, é ouro. Então, torcemos muito pelos nossos, mas muito mesmo. O Caio Bonfim, da marcha atlética, deu uma entrevista maravilhosa falando que quem o ajudou a chegar lá foi o patrocínio do pai dele. Ele teve que pedir pelo amor de Deus por tênis novo para vir para Paris porque os patrocinadores não queriam dar.

Foster: Entendi.

Alexia: Para eles, a marcha atlética não faz sentido. Agora ele chegou em segundo lugar, lindíssimo. Deu essa entrevista e agora todo mundo está na marcha atlética. Estamos lá torcendo por ele, e ontem de novo, em equipe, chegaram em sexto lugar. Maravilhoso. Isso mostra que quanto mais pessoas assistirem, conhecerem os esportes diferentes, talvez agora com as redes sociais e diferentes canais de streaming, tenhamos uma pequena mudança na parte de incentivos aos atletas. O nosso incentivo como torcida, a gente sempre vai dar

. Agora, falta o incentivo do governo, das escolas, e das próprias marcas.

Foster: Então, os jogos ainda não acabaram. Quais são suas expectativas para as próximas semanas?

Alexia: Ah, eu acho que as pessoas vão começar a ver que tem muito esporte além do futebol, que não precisam ver o vôlei feminino só na final. Agora, as pessoas estão vendo as provas eliminatórias, a natação, enfim. Acho que as redes sociais e o YouTube têm ajudado muito nisso.

Foster: Com certeza. Vamos ver. Vou fazer minha parte para torcer também.

Alexia: Sim, temos que torcer, seja na ginástica, na natação, onde for. Bom, é isso, pessoal. Espero que vocês tenham gostado. Contem pra gente como estão acompanhando as Olimpíadas, o que estão achando dos brasileiros. Vocês podem enviar uma mensagem no Instagram ou por e-mail. Estaremos de volta no próximo episódio. Tchau!

Foster: Tchau tchau, pessoal. Até a próxima.

‣

Useful vocabulary & expressions

Oi oi pessoal e bem-vindos - Hi hi everyone and welcome

Estamos fazendo uma minissérie - We are doing a miniseries

A gente só tem esse assunto - We only have this topic

Me conta, Alexia - Tell me, Alexia

A torcida brasileira - The Brazilian crowd

Como nação, nos envolvemos - As a nation, we get involved

É impressionante - It's impressive

O brasileiro tem muito a síndrome do vira-lata - Brazilians really have the underdog syndrome

Chegando em primeiro, segundo ou terceiro - Finishing first, second, or third

Não vale a pena - It's not worth it

É quase como se... - It’s almost as if...

O Brasil não é um país inferior - Brazil is not an inferior country

Muito mais fácil o acesso - Much easier access

A outra metade eu espero... - The other half I wait...

Para de mal a pior - Going from bad to worse

Estamos lá torcendo por ele - We are there cheering for him

O país inteiro para - The whole country stops

Eu acho que é muito legal - I think it’s really cool

Não paramos para assistir isso - We don't stop to watch that

Com as redes sociais - With social media

O juiz era brasileiro - The referee was Brazilian

Agora ele chegou em segundo lugar - Now he finished in second place

As pessoas vão começar a ver - People will start to see

A minha impressão é que... - My impression is that...

É como música para mim - It's like music to me

Você gosta disso? - Do you like that?

Você acha que isso pode ser chocante? - Do you think this might be shocking?

Estaremos de volta no próximo episódio - We'll be back in the next episode

Espero que vocês tenham gostado - I hope you enjoyed it

Tchau tchau, pessoal - Bye bye, everyone

S09:E26 — Os uniformes dos Jogos Olímpicos do Brasil

Alexia: Oi oi pessoal e bem-vindos a mais um episódio aqui do Carioca Connection edição Olimpíadas dois mil e vinte e quatro edição especial, quase live from Paris, mas não, estamos aqui ao vivo de Portugal.

Foster: Não é ao vivo de Paris não.

Alexia: É quase. E meu nome é Alexia e eu estou aqui muito bem acompanhada do?

Foster: Foster! Oi Alexia, oi gente, como que você está hoje?

Alexia: Eu estou bem e você?

Foster: Eu estou muito bem, está tudo bem, tudo zen, estamos gravando do lado de fora, então eu estou super feliz.

Alexia: Bom, a pauta de hoje, o assunto de hoje continua sendo sobre as Olimpíadas de dois mil e vinte e quatro, mas, especificamente sobre os uniformes oficiais dos países.

Foster: Posso fazer uma pergunta? Você falou a pauta de hoje? O que quer dizer a palavra pauta?

Alexia: Pauta é assunto.

Foster: É o tema.

Alexia: É o tema.

Foster: É a mesma coisa, mais ou menos. É uma das palavras que eu reconheço, mas eu nunca uso, pauta.

Alexia: Pode ser uma coisa mais oficial também, por exemplo, não oficial mas mais formal de falar durante uma reunião de negócios, algo do gênero. Gente, isso é uma coisa, eu estou vendo o Foster brigar contra moscas que estão ao redor dele, está muito engraçado.

Foster: Não foram as moscas, eu quase caí da cadeira. Mas enfim, agora eu entendo a palavra pauta, e se você não escutou o episódio anterior, provavelmente é uma boa ideia começar lá. E a Alexia ama as olimpíadas, mas parece que esse ano tem uma coisa que você não está muito feliz.

Alexia: Tem algumas coisas que eu não estou muito feliz, mas o episódio de hoje a gente vai falar sobre uma coisa específica que é sobre os uniformes dos países e principalmente falando sobre o uniforme brasileiro que o comitê olímpico brasileiro escolheu e os nossos atletas são obrigados a usar, enfim.

Foster: Comitê olímpico, palavra interessante.

Alexia: Sim.

Foster: Tá e também explicar Alexia, o que são os uniformes, é masculino?

Alexia: Sim.

Foster: Uniformes olímpicos, o que são e por que você está tão chateado com o Brasil?

Alexia: Bom, o uniforme olímpico de cada país é simplesmente a apresentação daquele país, né, diante do mundo e diante do adversário. Então, você tem aí muita responsabilidade em relação a colocar a parte cultural do país, as cores do país, tudo aquilo está no uniforme olímpico.

Foster: Então, basicamente, é uma chance de mostrar pro mundo inteiro o seu país. Exatamente. É muito importante.

Alexia: Exatamente. E, enfim, claro que os atletas, todos eles, recebem roupas para o dia da abertura, da cerimônia de abertura e também para quando eles vão competir. Então você tem roupas mais chiques, digamos assim, e roupas mais casuais, então por exemplo, se os atletas ganham, né, terceiro, segundo ou primeiro lugar, eles colocam o uniforme deles de novo, sobem no pódio e recebem as medalhas.

Foster: No pódio, não é o palco.

Alexia: É, no pódio.

Foster: É no pódio. Eu adoro os uniformes durante a abertura. Parece que cada quatro anos eu não estou super animado sobre as Olimpíadas, eu gosto mas não estou tão empolgado quanto você, mas durante a abertura eu adoro essa parte, acho que é a minha parte preferida.

Alexia: Bom, então temos as Olimpíadas em Paris, que, independentemente de você gostar ou não de moda, é fato histórico até que a capital mundial da moda é lá, é Paris, é a cidade das grandes marcas mundiais, é onde tem todos os ateliês mais importantes, é onde os desfiles mais importantes acontecem então, você tem né na sua cabeça ok, Paris.

Foster: Se você me perguntar, tipo, quando eu falo isso, qual é a primeira palavra que vem para a sua cabeça, provavelmente diria moda.

Alexia: É, eu botaria moda barra cultura, pra mim essas duas caminham juntas por diferentes motivos, não é só moda, também é uma questão cultural. É, enfim.

Foster: Moda superimportante.

Alexia: Super importante, está no DNA dos franceses, enfim. E aí, começou a sair na internet a divulgação dos diferentes uniformes dos diferentes países, então, por exemplo, grandes nomes da moda de cada país se juntaram para fazer o uniforme de cada país, então, por exemplo, a Ralph Lauren.

Foster: Grandes nomes, você quer dizer grandes marcas.

Alexia: Grandes marcas, grandes nomes, grandes ateliês.

Foster: Entendi.

Alexia: A Ralph Lauren se juntou ao Comitê Olímpico dos Estados Unidos para criarem em conjunto o uniforme dos atletas americanos e vem junto o jeans, que o jeans americano é uma identidade muito grande dos americanos.

Foster: A Ralph Lauren é uma empresa bem, é.

Alexia: É. E também tem países que não têm grandes nomes de moda, mas que se juntaram com marcas de outros lugares do mundo para fazerem criações maravilhosas, aí me vem o Brasil. Aí me vem o Brasil com a desculpa de que foram focadas no bordado nordestino, o que está ótimo e lindíssimo o nosso bordado nordestino.

Foster: É, quando você fala bordado isso quer dizer que são feitos no nordeste né?

Alexia: Parece que eles contrataram bordadeiras nordestinas.

Foster: Bordadeiras.

Alexia: Que fizeram as suas criações em uma jaqueta jeans e etcetera. Mas assim gente, a roupa do Brasil, eu acho que foi feita de péssima categoria, assim e qualidade. Eles se juntaram com a Riachuelo, se eu não me engano, que é uma marca de fast fashion brasileira, é uma marca de fast fashion brasileira, não é uma Zara, é uma Zara brasileira.

Foster: E o que quer dizer isso, de fast fashion?

Alexia: Ué, fast fashion amor.

Foster: Isso quer dizer, eu lembro que você já falou sobre os quando a gente estava falando sobre produtividade lenta, então eu imagino que, fast e fashion, toma que palma?

Alexia: Fast fashion.

Foster: O aposto é a roupa que é pra usar três vezes e isso.

Alexia: É. E ao invés de se juntarem com uma marca brasileira que nós, graças a Deus, eu tenho muito orgulho disso, a moda brasileira tem muitos grandes nomes brasileiros.

Foster: Tem?

Alexia: Tem. Farm Rio é uma delas.

Foster: E quando você está falando sobre o nordeste e bordados, baianos, eu estou imaginando tipo as baianas e a roupa tão linda que que elas usam.

Alexia: Não precisa também ser tão, ser tão uma caricatura eu acho que tem que ser adaptado aos atletas Acho claro. Né?

Foster: Mas por que, por que deu errado? Tudo.

Alexia: Tudo. Tudo deu errado, eles colocaram as meninas numa saia branca, que é completamente transparente. Então dá pra ver a sua roupa íntima.

Foster: Calcinha, etcetera.

Alexia: É exato.

Foster: Isso não é meu. Não é muito bom não.

Alexia: E parece que teve 0 esforço em relação a isso e fica assim pra mim pensamento de que o esporte brasileiro, nunca teve e ainda não tem nenhum tipo de incentivo no jeito que a gente vê nos Estados Unidos, por exemplo. É. Não existe dinheiro para o esporte brasileiro, muda governo, seja Então por exemplo, teve uma grande questão também na Vila Olímpica de Paris, no verão europeu, no verão de Paris que é muito quente, eles simplesmente não têm ar condicionado.

Foster: Eu lembro dessa história.

Alexia: E não só isso, a cama que eles receberam, é uma cama extremamente desconfortável que todos os atletas de todas as culturas estão falando sobre isso. Então por exemplo, o que que o pessoal do Canadá, dos Estados Unidos, da Inglaterra fizeram? Eles foram na IKEA e compraram o topper pra cama, pro atleta conseguir dormir bem, porque se você não dorme bem você não compete bem.

Foster: Também todos os países ricos digamos compraram o ar condicionado.

Alexia: Compraram ar-condicionado e estão instalando dentro dos quartos. E o Brasil coitado, não tem nada disso. E aí fica assim o meu pensamento de que, se não existe o menor interesse em fazer uma apresentação boa do seu atleta, né? Colocar eles dentro de uma roupa cultural, bonita, mostrar pro mundo assim quem é o Brasil, muito menos vai ter interesse em comprar topper na IKEA porque não tem dinheiro pra isso. É. Sabe?

Foster: Não, pão caramba pros jogos.

Alexia: Teve dos nossos atletas que ele faz, ai eu esqueci o nome disso em inglês e em português, é aquele que você roda e tem que jogar o peso longe.

Foster: Ah, acho que é hammer throw, algo assim.

Alexia: Eu não sei o nome sinceramente.

Foster: Eu também estou esquecendo agora de ter branco, mas meu primo fazia.

Alexia: Enfim e esse atleta, atleta de porte grande, né? Ele é muito forte e é grande, é uma pessoa grande. Não tem uniforme do tamanho dele.

Foster: Ai. Como é?

Alexia: que o Comitê Olímpico brasileiro faz isso com seus próprios atletas sabe? Então assim, só mostra o quanto de garra você precisa ter pra ser atleta no Brasil, O quanto você tem que querer muito pra fazer isso no Brasil? Garra? Garra.

Foster: Isso quer dizer o que?

Alexia: Garra.

Foster: Garra é, agarrar, uma coisa.

Alexia: Não, garra são as garras dos animais, são as unhas.

Foster: Tipo Tipo a

Alexia: Força, você precisa de força, quanto de garra você precisa para querer fazer disso. Entendi.

Foster: Bom, tem países que os uniformes

Alexia: A Mongólia está lindíssima.

Foster: Mongólia? Gente, a Mongólia.

Alexia: A gente nunca escuta falar da Mongólia, está lindíssima, maravilhosa ainda. Eu vou aplaudir de pé os atletas brasileiros sem a menor dúvida, porque não é culpa deles que não existe incentivo, é simplesmente o desinteresse do governo e do público em relação aos atletas durante qualquer tipo de jogos, sabe?

Foster: Bom.

Alexia: Fica aí meu desabafo.

Foster: É o desabafo da Alexia é a única coisa que a Alexi não gosta das Olimpíadas, pra acabar numa coisa mais feliz. Você sabe alguma coisa de como vai ser Abertura?

Alexia: Não, não sei de nada.

Foster: Quem vai

Alexia: cantar? Ah, bom, parece que foi divulgado ontem, mas assim veio pelo TMZ, essa é a notícia.

Foster: Não é o mais confiável no mundo.

Alexia: É, não sei se é verdade ou não, que a Lady Gaga vai cantar junto com a Celine Dion, que vai ser a volta da Celine aos palcos, né, porque ela teve que parar por questões muito sérias, e parece que elas vão cantar “La Vie en Rose” juntas. Então

Foster: Vai ser legal. Vai ser divertido.

Alexia: É.

Foster: Bom, gente. O único episódio, vamos dizer pouco mais negativo. Menos negativo, menos positivo, sobre as olimpíadas, e num próximo episódio vamos voltar pras coisas que você ama.

Alexia: Sim, com certeza.

Foster: Parece bem?

Alexia: Parece ótimo.

Foster: Mais alguma coisa, Alexia?

Alexia: Não, tudo certo.

Foster: Então, muito obrigado, gente, e até o próximo episódio!

Alexia: Tchau.

S09:E28 — Ginástica artística {Gymnastics in Portuguese}

‣

Transcript

Alexia: Oi oi pessoal e bem-vindos a mais um episódio aqui do Carioca Connection. Meu nome é Alexia, estou muito bem acompanhada do?

Foster: Foster, olá Alexia, oi todo mundo. Alexia, como que você está?

Alexia: Eu estou ótima, episódio de hoje, Olimpíadas Paris dois mil e vinte e quatro. Então continuamos falando sobre vocabulário, sobre curiosidade sobre o Brasil em relação às olimpíadas e etcétera. E hoje temos assunto super específico, certo?

Foster: Sim, e só uma notinha antes de começar, a Alex acabou de voltar de uma aula de pilates, então você está cansada, você tem aula daqui a pouco, eu estou mais ou menos dizendo que você tem que gravar esse episódio, então eu te amo muito.

Alexia: Bom, eu acho que pilates deveria virar uma modalidade olímpica.

Foster: É engraçado que não é. Bom, faz sentido. Enfim, hoje Alex eu queria falar sobre a eu vou sofrer com essa palavra, ginástica, tá certa?

Alexia: Sim.

Foster: Ginástica artística.

Alexia: Artística. Então,

Foster: você pode falar uma vez?

Alexia: Ginástica artística.

Foster: Ginástica artística, difícil, também com o seu R carioca pode ser artística.

Alexia: Sim.

Foster: Né? Bom na verdade, é o esporte sempre foi uma área uma parte das olimpíadas que eu que eu gostava muito, que eu gostei muito.

Alexia: Que eu sempre gostei.

Foster: Que eu sempre gostei, mas nunca entendi como funcionam as regras. Eu só achei tipo legal e impressionante o que as meninas e os meninos fazem. Mas nessa olimpíada eu estou super ligado e empolgadíssimo e sobretudo para pra falar sobre as meninas brasileiras que estão arrasando.

Alexia: Sim, na verdade elas já arrasaram, né? Porque já acabou a parte delas durante as olimpíadas, o time Brasil ainda está em Paris, porque elas foram convidadas para participarem de várias entrevistas e etcétera. Porque durante, pra quem nunca foi numa olimpíada ou não sabe muito bem, toda vez que uma cidade é sede de uma Olimpíada, normalmente você tem as casas dos países, então

Foster: As Vilas.

Alexia: Não, as casas, é. Então, por exemplo, quando foi no Rio de Janeiro, a casa Suíça foi na Lagoa Rodrigo de Freitas, a casa França foi não sei aonde. Então cada país tem a sua casa e dentro dessas casas tem comida, tem dança, tem festa, tem telão pra assistirem jogos, jogos ou coisa parecida juntos. Então, os atletas brasileiros, ganhando ou perdendo, logo depois de terminarem as competições, eles são convidados a irem na Casa Brasil pra falar com o público, mostrar medalha, tirar foto, conversar, falar mais sobre esporte e etcétera. Hum.

Então as meninas ainda estão tendo que cumprir esses eventos pós competição.

Foster: Entendi, entendi.

Alexia: A Simone Biles e o time americano por exemplo já todo mundo voltou pra casa.

Foster: É. É. Então, entendi. Você falou que cada país, uma casa como sede, e sede eu entendo como “headquarters.”

Alexia: Não então, quando uma cidade é sede das olimpíadas?

Foster: Sim, é o lugar onde vai acontecer. A base.

Alexia: É o lugar.

Foster: Exatamente. Mas é a mesma pronúncia de sede? Não. Por exemplo eu estou com sede?

Alexia: Não, sede.

Foster: E se eu quero beber alguma coisa?

Alexia: Eu estou com sede.

Foster: É sério? É. Nossa senhora. Depois de todos esses anos eu estou falando sede, não deixe sei como que é?

Alexia: Eu estou com sede.

Foster: Sede?

Alexia: Você nunca falou sede? Você não teria te corrigido amor. Eu acho que agora você está confuso.

Foster: Bom agora eu estou ficando confuso. Então me explica Alexia, como é que funciona a ginástica artística e, é, me fala pouco sobre.

Alexia: Bom durante as Olimpíadas, os…os países que têm a partir de quatro ou cinco atletas podem se qualificar para fazerem competição de equipes, né então, tipo, Brasil contra Estados Unidos, contra França e etcétera, certo? Foster: É. Então você primeiro tem, tem a primeira fase, que cada atleta vai em cada aparelho e faz a sua apresentação, e aí você recebe uma nota de qualificação individual. E essa nota de qualificação vai valer para quando essa atleta for fazer a competição individual, certo?

Foster: Entendi.

Alexia: Só que essa nota de qualificação também vale para a equipe, então você faz o somatório das notas de cada atleta e a equipe que tiver a maior soma né o maior número de pontos ganha.

Foster: Faz o somatório?

Alexia: Um somatório.

Foster: Nossa, que palavra louca. Então tem o negócio individual…

Alexia: Individual. Individual. Individual.

Foster: Que que eu estou falando?

Alexia: Individual.

Foster: Individual. Bom. Eu estou quase falando Vidigal.

Alexia: Individual.

Foster: Meu Deus, então tem equipe e pessoas ao mesmo tempo, acontecendo.

Alexia: É. Então primeiro elas fazem a competição de equipes, e depois, dependendo da sua nota de qualificação, de classificação, você faz a competição por aparelhos também.

Foster: Sim.

Alexia: E aí você tem o seu grau de dificuldade então por exemplo, o grau de dificuldade que a Simone do que a da Flavinha, do nosso time Brasil. É. Elas podem ter, elas podem ter uma apresentação impecável, a Flavinha pode ir até melhor do que a Simone, por exemplo, mas por causa do grau de dificuldade apresentado, a Simone ganha mais do que a Flavinha.

Foster: Por exemplo. Eu posso tentar se eu entendi bem, basicamente o grau de dificuldade, mais ou menos por exemplo Simone Biles ela pode fazer qualquer coisa salto com o corpo dela que ninguém mais consegue fazer, então ela vai receber uma nota muito mais alta, por causa do grau de dificuldade.

Alexia: Exatamente. É isso? É exatamente.

Foster: Tá. Você já falou várias vezes sobre os aparelhos. Aparelho pra mim, quer dizer, tipo negócio, né tipo aparelho, pode ser qualquer coisa né, mas, neste contexto, quer dizer os, cada atividade, certo?

Alexia: Sim então por exemplo, aparelhos de televisão, aparelho de dente

Foster: É claro.

Alexia: Aparelho da academia. Suporte

Foster: ou ferramentas Pode ser que coisa assim.

Alexia: E nesse caso são são as coisas que elas usam para fazer a apresentação.

Foster: É, temos a palavra em inglês apparatus, que é a mesma coisa, mas ninguém usa. Então se não me engano tem quatro atividades, né? Eu sei que se chama cavalo Isso. Porque você está falando sobre cavalos muito, e eu fiquei muito confuso. Cavalo é qual?

Alexia: …é porque é muito difícil explicar porque tem o o masculino e o feminino, né? Então, o cavalo do masculino é diferente do feminino.

Foster: Entendi.

Alexia: Então, no feminino é como se fosse uma mesa, que você tem que correr correr correr, saltar, dar lá seu salto triplo carpado, sei lá o quê, e cai depois em cima do colchão.

Foster: Então o salto, o cavalo é o é o vault? É. É. Tá.

Alexia: Aí você tem o cavalo, você tem as barras paralelas?

Foster: Sim, que são os Uneven Bars, que isso me dá muito medo. Nossa senhora, vendo as meninas fazendo isso tem uma barra que fica mais pra cima do outro, elas vão pulando.

Alexia: Tudo dá medo, na ginástica.

Foster: Sim é uma coisa incrível e nossa.

Alexia: E depois tem a trave de

Foster: equilíbrio? Sim, que se não me engano em inglês.

Alexia: Isso. E depois tem como?

Foster: Seria tão difícil, eu nem poderia ficar, parado aí sem cair.

Alexia: Não. E depois tem o solo.

Foster: E o solo?

Alexia: É aquela apresentação que elas fazem dançando e com uma música, e que elas ficam correndo de lado pro outro e saltam e não sei que e fazem no chão.

Foster: É, então agora eu estou pensando, o solo vem do fato que é no solo, tipo no chão?

Alexia: É.

Foster: Ah, esse tempo, esse tempo inteiro eu estava pensando que solo era tipo, ela está sozinha, fazendo a apresentação sola.

Alexia: Não, esse seria só.

Foster: Então solo, então temos solo, as barras, cavalo e

Alexia: A

Foster: trave. A trave. E obviamente, no Brasil, as meninas brasileiras arrasaram mas isso vai requer vários episódios pra falar sobre o que que elas fizeram, porque realmente foi histórico, a gente gravou Emergency podcast enquanto estava acontecendo, mas no próximo episódio a gente pode falar com mais detalhes sobre Rebeca, todas as meninas que merecem todo todo mundo.

Alexia: E só uma observação a Rebeca, hoje é a maior medalhista brasileira.

Foster: Todos os tempos?

Alexia: Todos os tempos.

Foster: Uau. Ela é

Alexia: Com vinte e quatro, vinte e cinco anos no máximo, é impressionante.

Foster: Nossa, sim, Rebeca você merece um episódio só pra você e se você quer falar com a gente no podcast fica à vontade.

Alexia: Está bom então, próximo episódio a gente volta mais sobre as Olimpíadas de Paris dois mil e vinte e quatro e é isso pessoal.

Foster: Obrigada Alexia e até o próximo. Tchau.

‣

Useful vocabulary & expressions

Bem-vindos — Welcome

Estou muito bem acompanhada de — I am very well accompanied by

Como que você está? — How are you?

Eu estou ótima — I am great

Olímpiadas — Olympics

Vocabulário — Vocabulary

Curiosidade — Curiosity

Etcétera — Et cetera

Notinha — Little note

Paletes — Pallets

Aula — Class

Cansada — Tired

Pilates — Pilates

Modalidade olímpica — Olympic sport

Ginástica — Gymnastics

Ginástica artística — Artistic gymnastics

Carioca — Person from Rio de Janeiro

Nunca entendi como funcionam as regras — I never understood how the rules work

Tipo — Like

Legal — Cool

Impressionante — Impressive

Meninas e meninos — Girls and boys

Estou super ligado — I am super into it

Empolgadíssimo — Super excited

Brasileiras que estão arrasando — Brazilian women who are killing it

Na verdade, elas já arrasaram — In fact, they have already killed it

Porque já acabou a parte delas durante as Olimpíadas — Because their part in the Olympics is already over

Time Brasil — Brazilian team

Entrevistas — Interviews

Quando uma cidade é sede de uma Olimpíada — When a city hosts the Olympics

Vilas — Villages

Casas — Houses

Cada país tem a sua casa — Each country has its own house

Comida, dança, festa, telão — Food, dance, party, big screen

Atletas brasileiros — Brazilian athletes

Ganhando ou perdendo — Winning or losing

Convidados a irem na Casa Brasil — Invited to go to the Brazil House

Falar com o público, mostrar medalha, tirar foto, conversar, falar mais sobre esporte — Talk to the audience, show off their medals, take pictures, chat, talk more about sports

Simone Biles e o time americano — Simone Biles and the American team

Sede — Headquarters

Base — Base

Estou com sede — I am thirsty

Nossa senhora — My goodness

Corrigido — Corrected

Amor — Love

Confuso — Confused

Aparelhos — Apparatus

Apresentação — Performance

Nota de qualificação individual — Individual qualification score

Competição individual — Individual competition

Essa nota de qualificação também vale para a equipe — This qualification score also counts for the team

Somatório — Sum

Negócio individual — Individual business

Competição de equipes — Team competition

Competição por aparelhos — Apparatus competition

Grau de dificuldade — Degree of difficulty

Apresentação impecável — Flawless performance

Salto com o corpo dela que ninguém mais consegue fazer — A jump with her body that no one else can do

Aparelhos de televisão, aparelho de dente — TV sets, dental appliances

Aparelho da academia — Gym equipment

Suporte — Support

Ferramentas — Tools

Atividades — Activities

Cavalo — Horse

Masculino e feminino — Male and female

Correr, saltar, dar o salto triplo carpado — Run, jump, do a triple carpado jump

Barras paralelas — Parallel bars

Trave de equilíbrio — Balance beam

Solo — Floor exercise

Apresentação que elas fazem dançando e com uma música — Performance where they dance to music

Correndo de lado a lado — Running from side to side

S09:E29 — Encerramento das Olimpíadas

Olympics with Marco! 🇧🇷
Olympics with Marco! 🇧🇷
‣

Transcript

Alexia: Oi oi pessoal e bem-vindos a mais um episódio aqui do Carioca Connection. É o último sobre as Olimpíadas? Então é Carioca Connection, Olimpíadas Paris 2024. Sejam muito bem-vindos e hoje eu estou com um convidado super especial, Marco Antônio. Alô. Meu pai.

Marco Antonio: Oi, tudo.

Alexia: Bem? Tudo bem pai e você?

Marco Antonio: Também tudo ótimo, em espírito olímpico, assistindo às provas, torcendo pelo Brasil, às vezes sofrendo, às vezes dando risada, e vamos indo.

Alexia: Bom, eu acho que assistir às Olimpíadas do jeito que nós dois fazemos, deveria virar uma modalidade olímpica.

Marco Antonio: Sim, assistir Olimpíadas torcendo muito e escorrendo lágrimas e tudo. A gente seria medalha de ouro, filha.

Alexia: É, então hoje, sábado, dos últimos dias das Olimpíadas, nós temos dois jogos pra assistir que é o final de futebol feminino que é Brasil contra os Estados Unidos. E também temos o jogo do vôlei feminino de quadra, que vai ser Brasil contra a Turquia, pela medalha de bronze.

Marco Antonio: Sim.

Alexia: E os dois jogos são ao mesmo tempo.

Marco Antonio: Sim, Rochi, é desespero. Lembro a minha mãe que assistia duas novelas ao mesmo tempo, uma em cada televisão.

Alexia: Ela deixava duas TVs ligadas?

Marco Antonio: Duas TVs ligadas, ela baixava uma, levantava a outra, enfim, era uma loucura.

Alexia: Isso. Vai ser na TV o futebol e no iPad o vôlei. Pai, eu tenho uma pergunta pra te fazer. Você lembra quando foi a primeira Olimpíada mais memorável sua, assim aquela que, sei lá, você nunca vai se esquecer.

Marco Antonio: Minha filha, as Olimpíadas antigamente não eram transmitidas assim direto com super espetáculo, e depois outra na China, aonde a apresentação foi muito bonita, com a coreografia que tinha ursinho russo chorando, escorria uma lágrima que ele estava dando adeus pras Olimpíadas, e quer dizer, são momentos assim, agora essa super hiper produção olímpica é coisa de dez anos pra cá.

Alexia: E convenhamos que a abertura de Paris foi horror, né?

Marco Antonio: Horror, eu prefiro nem me estender sobre isso, mas foi feita pra quem está assistindo pela televisão.

Alexia: E mesmo assim foi ruim.

Marco Antonio: E mesmo assim foi ruim, foi louca, doida, alguém tomou uma água estragada lá, acho que do Sena sei lá.

Alexia: A do Rio foi muito melhor.

Marco Antonio: Muito melhor, dez vezes melhor, com a Gisele Bündchen, Garota de Ipanema, muito melhor.

Alexia: E você assistiu à Olimpíada de Atlanta de 96, no nosso dia.

Marco Antonio: Sim, sim, assisti.

Alexia: Que pra mim, eu tinha o quê? Seis anos de idade, cinco, seis anos de idade né, porque dependendo, que é sempre no começo do ano né, entre aspas, então eu tinha cinco anos mais ou menos.

Marco Antonio: É sempre feito no verão do país.

Alexia: Seis, eu tinha seis, sete anos.

Marco Antonio: Certo.

Alexia: O Foster estava lá.

Marco Antonio: Olha só.

Alexia: Assistindo em Atlanta.

Marco Antonio: Você vê, mundo pequeno.

Alexia: Mundo pequeno.

Marco Antonio: Impressionante.

Alexia: E teve a briga das cubanas com as brasileiras no vôlei.

Marco Antonio: Sim, a briga veio de muitos anos né, elas se xingavam, se provocavam, tal. Nesse dia realmente quebrou o pau, depois no vestiário, se bateram, etc. A porta estava trancada, uma comédia, uma tragicomédia.

Alexia: Agora eu estava lendo sobre isso porque, Cuba tinha uma seleção de vôlei muito forte, eles eram uma potência.

Marco Antonio: No mundo.

Alexia: Primeiro do mundo. E a história é que, quando tinha as Olimpíadas, as cubanas recebiam autorização pra saírem de Cuba pra viajarem, pra irem jogar, certo?

Marco Antonio: Uhum.

Alexia: Só que quase nenhuma voltava, então elas viam essa oportunidade como uma saída do país, por uma vida melhor.

Marco Antonio: Sim.

Alexia: E aí por isso que o time de vôlei deixou de existir. Todas elas ficaram na Alemanha, na Europa, na Itália, se casaram, né, e assim foi, e por isso que o time cubano não existe mais.

Marco Antonio: Exatamente, o time cubano teve a base que teve dos russos, quando os russos estavam muito presentes em Cuba, e eram as melhores do mundo. Então, quando chegava campeonato sulamericano, elas ganhavam tudo, menos do Brasil, às vezes o Brasil ganhava, era muito difícil. E daí vem a rivalidade, o xingamento, elas provocavam bastante, não eram flor que se cheirasse, as brasileiras também não, e daí foi.

Alexia: Bom, agora dessas Olimpíadas, tem algum momento que você pensou assim, eu nunca vou esquecer disso?

Marco Antonio: Minha filha, o Djokovic, ele é sérvio, ele ganhou e depois, com a experiência que ele tem, mais de vinte anos de tênis, torneio, isso e aquilo, ele chorou no chão e tremeu o corpo inteiro, a mão, a perna, foi muito emocionante ver aquilo.

Alexia: Eu também, eu chorei junto com ele.

Marco Antonio: Pois é.

Alexia: Eu chorei junto com ele.

Marco Antonio: Essa foi uma coisa bastante impactante pra mim.

Alexia: Outra coisa também foi a chinesa, no salto.

Marco Antonio: Sim, a chinesa no salto, ela deu, tem dezessete anos a menina.

Alexia: Não, não, você chegou à conclusão que ela não tem dezessete.

Marco Antonio: Não, não, não, ela tinha 14 anos quando competiu, já era campeã. Ela com dezessete anos fez salto de dez, dez não é que o juiz deu oito, outro deu nove, deu dez, não, todos deram dez de tão perfeito que foi. Isso acontece eu acho que de dez em dez anos, vinte em vinte anos. Não contente com isso, ela tirou uma outra nota dez da mesma prova. Ela é perfeita, mágica, fim.

Alexia: E claro que a gente não vai esquecer da nossa ginástica artística.

Marco Antonio: Sim, claro que não. A torcida, vamos empurrar o time, vamos empurrar as meninas. Embaixo, quando elas faziam as paralelas, eu quase entrava embaixo das paralelas pra não deixar elas caírem.

Alexia: Bom pai, o que que você espera desse último fim de semana de Olimpíadas?

Marco Antonio: Minha filha, eu espero o seguinte: que a vida volte ao normal, porque faz uma semana ou duas que eu estou indo à frente da TV, vocês estão assistindo. Então, se voltar a uma normalidade, eu agradeço.

Alexia: Você já tem algum livro pra ler?

Marco Antonio: Tenho já "Os Pensadores da Liberdade," que precisa de bastante concentração, que eu não tenho nenhuma agora, mas eu vou começar a ler.

Alexia: Então pronto pai, muito obrigada pela sua participação.

Marco Antonio: Muito bem-vindo. Como espírito olímpico, eu espero que todos os atletas fiquem muito bem no dia de hoje, mas vai dar Brasil.

Alexia: Tomara.

Marco Antonio: Vai dar Brasil, nada de Estados Unidos e nada de Turquia, e é isso.

Alexia: Está bom, pai. Muito obrigada.

Marco Antonio: Uma mensagem final das Olimpíadas é: mais alto, mais forte, e mais rápido. Vamos lá.

Alexia: Tchau.

Marco Antonio: Tchau.

‣

Useful vocabulary & expressions

Em espírito olímpico – In the Olympic spirit

Às vezes sofrendo, às vezes dando risada – Sometimes suffering, sometimes laughing

Deveria virar uma modalidade olímpica – Should become an Olympic event

Medalha de ouro – Gold medal

Ao mesmo tempo – At the same time

Quebrou o pau – Things got intense (literally "broke the stick," meaning a serious fight)

Flor que se cheirasse – Someone to admire (used sarcastically)

Nunca vou esquecer disso – I will never forget this

Chorou no chão – Cried on the ground

Tremeu o corpo inteiro – Trembled all over

A mão, a perna – The hand, the leg

Muito emocionante – Very emotional

Foi feita para quem está assistindo pela televisão – It was made for those watching on TV

Foi louca, doida – It was crazy, insane

Dez vezes melhor – Ten times better

Quebrar o pau – To get into a fight

Se bateram – They fought

Quase nenhuma voltava – Almost none came back

Por uma vida melhor – For a better life

Enfim, era uma loucura – Anyway, it was madness

Não eram flor que se cheirasse – They weren't people to admire (used sarcastically)

Vamos empurrar o time – Let's cheer for the team

A vida volte ao normal – Life returns to normal

Voltando à normalidade – Returning to normalcy

Que precisa de bastante concentração – That requires a lot of concentration

Eu chorei junto com ele – I cried along with him

Mais alto, mais forte e mais rápido – Higher, stronger, and faster

Mundo pequeno – Small world

Nada de Estados Unidos, nada de Turquia – No United States, no Turkey

Eu espero que todos os atletas fiquem muito bem – I hope all the athletes do well

Foi muito melhor – It was much better

Vamos lá! – Let's go!

Tchau – Bye

Impressionante – Impressive

Assistindo às provas – Watching the events

Ginástica artística – Artistic gymnastics

Torcendo pelo Brasil – Cheering for Brazil

Join the CC Club for access to 250+ worksheets, weekly live classes, exclusive courses & so much more!

icon

Yearly

$15/month

(when paid annually)

  • Cancel anytime
  • 14-day money-back guarantee.
  • Secure payment.
  • Immediate access to all material.

Get the best deal! →

icon

Monthly

$29/month

  • Cancel anytime
  • 14-day money-back guarantee.
  • Secure payment.
  • Immediate access to all material.

Join the Club →

Check out some of our other free guides!