Transcript
Alexia: Oi, oi, pessoal, e bem-vindos a mais um episódio aqui do Carioca Connection. Meu nome é Alexia, e estou acompanhada do Foster. Oi, Foster!
Foster: Oi, Alexia. Oi, gente. Tá tudo bem?
Alexia: Tudo ótimo e com você?
Foster: Tá tudo bem. Vamos ver daqui a pouco.
Alexia: Nossa, que otimismo. Enfim, pessoal, como vocês sabem, nós gravamos uma minissérie de coisas que são top e, pra quem não escutou, volta pra trás, escuta e acho que vocês vão se divertir muito. E hoje a gente vai começar uma minissérie de coisas que não são top, e eu tô muito animada com isso.
Foster: Mas espera aí, Alexia, antes eu acho que a gente precisa explicar um pouco o que quer dizer "que são coisas que não são top". O que quer dizer isso pra você?
Alexia: O que você acha que não quer dizer... o que quer dizer.
Foster: Bom, na série que a gente fez sobre coisas que são top...
Alexia: Que a gente fez.
Foster: Que a gente fez. Que eu fiz com você. Basicamente, são coisas que a gente, pessoalmente, acha muito legal. Isso não quer dizer que necessariamente todo mundo ache legal. E também não estamos falando de coisas universais.
Alexia: Não, exatamente.
Foster: Por exemplo, no episódio de hoje, coisas que não são top não pode ser câncer, não pode ser, sei lá...
Alexia: Morte.
Foster: É, genocídio.
Alexia: Exato.
Foster: Alguma coisa assim. São coisas mais...
Alexia: Pessoais.
Foster: Pessoais, particulares, engraçadas. Coisas nossas que...
Alexia: Vocês podem concordar ou não. Uma coisa que não é top pra mim, provavelmente é top pra você, e isso que é o mais legal.
Foster: É. Eu diria uma forma simples de explicar: coisas que são chatas pra nós.
Alexia: É isso. Então, ótima explicação. Foster, começa com seu primeiro "coisa que não é top".
Foster: Ah, meu Deus.
Alexia: Desculpa, eu falei completamente errado. Começa com a sua primeira coisa que não é top.
Foster: O que você falou?
Alexia: Começa primeiro com a coisa que não é top.
Foster: Mas a forma correta seria "começa".
Alexia: Começa com a sua primeira coisa que não é top.
Foster: Ah, porque você está falando da coisa.
Alexia: É, exato. E não de você especificamente.
Foster: Então, a primeira coisa que não é top na minha lista... isso foi muito fácil pra mim, essa escolha. Eu vou dizer "poluição sonora" em geral.
Alexia: Vamos falar a palavra "poluição" de novo.
Foster: Poluição?
Alexia: Polu.
Foster: Polu.
Alexia: Ição.
Foster: Poluição.
Alexia: Isso aí.
Foster: Eu falei poluição.
Alexia: É.
Foster: Então é poluição. Poluição.
Alexia: Boa.
Foster: Você pode falar pra mim?
Alexia: Poluição.
Foster: Poluição. Então, poluição sonora... isso quer dizer, em inglês eu diria tipo "noise pollution", mas muita coisa cabe dentro dessa categoria, digamos.
Alexia: Uhum. Não só poluição sonora, como poluição visual também.
Foster: É, mas eu estou falando de sonora.
Alexia: Tá bom.
Foster: Então, por exemplo, fogos. Fogos de artifício. Não é top. Já falamos sobre isso. Acho que eu já falei sobre isso várias vezes.
Alexia: Música dentro de um transporte público, ou na praia, ou em qualquer lugar que você esteja. Em espaços públicos.
Foster: É, eu nunca entendi por que pessoas fazem isso. Tipo, escutando música muito alto no metrô. Por que você acha que alguém faz isso?
Alexia: Não sei. É muito mais comum no Brasil do que aqui em Portugal, o que é impressionante. Tipo, tem até leis que tiveram que ser criadas pra isso no Brasil.
Mas já na praia também, quando tem um grupo de amigos, o pessoal bota funk, sertanejo, pagode, ou qualquer coisa super alta, e é uma mini festa pra eles também na praia. E aquilo, né, a sua liberdade começa quando a do outro termina.
Então é meio que "vamos respeitar uns aos outros, eu não preciso escutar a sua música". Usa fone. Tem fone desde cinco reais, um real, até quanto você quiser gastar. Então não é uma questão de poder comprar fone ou não. Eu não sei por que as pessoas fazem isso.
Foster: É, eu acho que é mais tipo, eu não aguento mais que o mundo está ficando tão alto.
Alexia: É.
Foster: E tipo, por favor, podem diminuir o volume um pouco.
Alexia: Sim.
Foster: Porque é chato.
Alexia: A gente foi num show esse fim de semana, tinham duas meninas que não paravam de falar atrás. Eu te... nossa senhora, como eu me segurei pra não falar com elas.
Foster: Eu te segurei.
Alexia: Foster me segurou, mas eu também me segurei. Ou seja, duas pessoas se... me segurando, eu mesma e o Foster. Porque é surreal. Você tá lá pra assistir, uma pessoa cantando e atrás "porque fulano é gay, ciclano não é, não sei quê, namorada de fulano". Eu sabia a história de todo mundo ali e não tá conseguindo escutar nenhuma música.
Foster: Eu diria no cinema também.
Alexia: Cinema? Pra que você vai conversar no cinema? Assiste filme em casa, já que você quer conversar.
Foster: É.
Alexia: Teatro. Enfim.
Foster: Qualquer performance e qualquer coisa que não é... É chato e parece que você concorda comigo, Alexia.
Alexia: Eu assino embaixo, cem por cento.
Foster: Então está na lista: poluição...
Alexia: Sonora.
Foster: Está correto.
Alexia: Tá certo?
Foster: Poluição. Poluição. Poluição sonora está na lista...
Alexia: Super.
Foster: ...de coisas que não são top.
Alexia: Exatamente.
Foster: Então, Alexia, sua primeira sugestão.
Alexia: Não sugestão. É uma coisa que não é...
Foster: Um candidato.
Alexia: Uma coisa que não é top pra mim, e não vai ser surpresa pra ninguém, mas são cachorros soltos que não têm o menor tipo de educação ou treinamento dos donos.
Vamos lá, vamos explicar. Se o seu cachorro tá solto e você tem controle sobre o seu cachorro, ele obedece os seus comandos, tá tudo certo, eu não tenho o menor problema em relação a isso. Se o seu cachorro está solto e você não tem controle sobre ele, eu tenho cem por cento de problema com você.
Foster: Você pode explicar um pouco mais o que você quer dizer com "cachorro solto"?
Alexia: Sim, tipo andando na rua, né, sem ser num parque para cães, para cachorros, sem ser num espaço dedicado para os animais. Rua, passeio, parque para humanos, sem ter espaço dedicado para os cães e ficarem soltos. Qualquer lugar que não seja dedicado para os cães estarem soltos. Praia também é proibido soltar cachorro. Tem alguns espaços pré-definidos pra soltar cachorro.
Enfim, eu tenho muito problema com isso. Não porque eu tenho... sim, eu tenho medo que algo aconteça com meu cachorro por causa do seu cachorro que está solto, óbvio, mas também tem pessoas que têm medo de cachorro e não precisam lidar com seu cachorro solto.
Foster: Muitas pessoas.
Alexia: É, tem crianças.
Foster: Tem criança que não sabe lidar com cachorro e o cachorro pode não gostar da criança também. Pessoas com neurodivergência que não sabem lidar com aquela situação. Então ninguém é obrigado a lidar com cachorro solto se o dono, ou a dona, tanto faz, não tem controle sobre aquele cachorro.
Alexia: É.
Foster: Eu concordo. Por exemplo, eu tenho dois exemplos até. Aqui no Parque da Cidade, aqui no Porto, é... eu acho que é contra a lei.
Alexia: É contra a lei?
Foster: Tipo, tem placas no parque que fala...
Alexia: Não pode. Proibido.
Foster: "O seu cão precisa ficar na trela sempre."
Alexia: Trela é de Portugal, guia no Brasil.
Foster: Isso. Cachorro não pode ficar solto. E sempre tem...
Alexia: Sempre.
Foster: ...bande de cachorro correndo. E também, por exemplo, tem vários cachorros aqui no nosso bairro que sempre andam soltos com os donos e que são mais ou menos bem comportados, mas eu tenho muito medo que o cachorro vai morrer, que um carro vai bater e vai ser horrível.
Alexia: Vai atropelar, porque eles cruzam a rua sem saber direito, ou seja, não foram ensinados a cruzar rua sobre... enfim. Eu podia ter um episódio inteiro só falando sobre isso, mas basicamente isso não é top. E eu realmente não gosto. E eu sempre arrumo briga quando isso acontece.
O Foster tá rindo porque é verdade. Eu arrumo briga mesmo.
Foster: Sim. Mas pra deixar bem claro, a gente está a favor de cachorro solto...
Alexia: Adestrado.
Foster: E também em outros ambientes.
Alexia: Claro.
Foster: Digamos, tipo, estamos falando de cidades, cachorro solto numa situação urbana.
Alexia: Sim, sim.
Foster: É. Mas a gente adora cachorro.
Alexia: Sim. Não, mas é óbvio, Foster. A gente ama tanto cachorro que a gente é contra cachorro solto sem nenhum tipo de controle. Então isso é o quanto a gente ama os cachorros.
Foster: É.
Alexia: É basicamente isso.
Foster: Eu concordo cem por cento.
Alexia: Pronto. Então tá. Mais uma coisa assinada. Petição assinada.
Foster: Então já temos...
Alexia: Poluição sonora e cachorros sem guia, desculpa, cachorros sem guia que não são adestrados ou não tenham controle em espaços urbanos não dedicados a cães.
Foster: É. Versão curta seria "cachorros soltos".
Alexia: É.
Foster: Tá. Muito bem.
Alexia: Próximo.
Foster: Mais uma?
Alexia: Sim.
Foster: É a minha vez? Então, eu estou entre duas coisas. Mas eu acho que uma coisa que eu sei que a Alexia não gosta, eu também não gosto, eu sei que minha mãe odeia: restaurantes que só pode ver o cardápio com um QR code.
Alexia: Isso veio de sugestão da nossa querida Winnie também, que...
Foster: É, sim. Um membro do nosso CC Club.
Alexia: É, a nossa aluna do CC Club também mandou como sugestão. Ou seja, o que o Foster quer falar são estabelecimentos em geral que você só tem opção de QR code. Só. Ou seja, pra acessar o menu com QR code, pra fazer o pedido com QR code.
Foster: Você sabe como que fala QR code no Brasil?
Alexia: QR code.
Foster: Tá.
Alexia: É. Você entende que eu nem falo "cue", é "QR code".
Foster: Sim, entendi. E eu entendo perfeitamente. Durante a pandemia fazia sentido, faz sentido em algumas situações, mas pelo menos precisa ter a opção de ter um cardápio físico.
Alexia: Sim.
Foster: Cardápio normal. Se não tiver isso, gente, não. Tô fora.
Alexia: Eu também. Eu não gosto.
A gente vive tão conectado no celular o tempo todo, toda hora que sair pra jantar. É um luxo, é um privilégio, é um momento íntimo, é um momento gostoso de estar ali. E não, você tem que pegar o celular pra acessar o QR code, aí não abre o QR code. Aí você tem que chamar o garçom, a garçonete pra falar "olha, não tá abrindo". Aí eles vão lá e tentam acessar pelos próprios celulares. É uma confusão.
Eu não sei pra que que querem complicar. Eu tenho certeza que tem pessoas no mundo que acordam e falam "como que eu consigo complicar a vida das pessoas hoje?" E fazem mil coisas, como QR code.
Até hoje, pandemia, ok, situações específicas, ok, né, mas passou a pandemia, temos cardápio, temos o menu físico. Dá um menu físico, muito mais legal.
Foster: Eu concordo. Eu até fico triste, nem chateado. Por exemplo, quando a gente tá jantando num restaurante, não chique, mas um restaurante bom, tipo, saímos pra jantar e eu vejo quase todo mundo no celular, eu fico tão triste. E agora você está me obrigando a ter meu celular na mesa.
Alexia: É.
Foster: É. Gente, não.
Alexia: Eu também acho.
Foster: Coisa que não é top.
Alexia: Concordo. Assinado embaixo.
Foster: Tá na lista.
Alexia: Bom, e agora a minha última coisa que não é top do dia, e é uma coisa muito específica de Portugal. Portugal. Quando... gente, olha, o trânsito aqui do Porto é uma loucura.
As ruas são estreitas, os carros estão cada vez maiores e cada vez mais carros na rua. Então você quase não tem lugar pra estacionar na cidade do Porto.
Um grande exemplo, agora, que a nossa rua, que antes podia estacionar, de um dia pro outro a polícia resolveu que não, não pode mais estacionar. Então todos os vizinhos que tinham, né, já uma vaga garantida em frente às casas e tal, não podem mais estacionar aqui na rua. E eu não sei onde é que eles vão meter os carros, vão botar dentro do bolso, praticamente. Mas enfim.
Então o que que acaba acontecendo? O estacionamento de duas filas em frente a restaurantes, a farmácias, a padarias, a hospitais, o que vocês imaginarem, tem sempre duas filas de carro estacionadas, ou então carros em cima da calçada, carros tipo metade pra fora, metade pra dentro, porque não coube na vaga, ou coisa parecida. E o trânsito fica uma loucura por causa disso.
Além disso, a cultura, eu acho que coisa que não é top pra mim é a cultura do trânsito no Porto. Pra mim é isso. Abriu o sinal, ficou verde, a pessoa de trás já tá "pim" pra cima de você. E todo mundo muito estressado no trânsito.
E eu só fico assim: "passa por cima!" Aí eu começo a ficar estressada também. Então não é top.
Foster: Então, duas coisas. Uma, eu acho que não é uma coisa só do Porto. Acho que isso é quase qualquer cidade, pelo menos cidade grande no mundo.
Alexia: No Rio de Janeiro eu não lembrava disso acontecer, não. E eu dirijo muito tempo do Rio de Janeiro.
Foster: É, mas tem trânsito e a cultura de trânsito em geral sempre tem pessoas brigando, gritando, com raiva.
Alexia: Sim.
Foster: Isso não é top. Então, qual seria o seu candidato pra lista?
Alexia: A forma que as pessoas estacionam aqui no Porto.
Foster: Então, o que é chato pra você tem mais a ver com estacionamento ou com a cultura com carro e trânsito?
Alexia: Aqui, mais especificamente sobre estacionamento.
Foster: Tá. Eu já falei muitas vezes no podcast que eu estou contra carro em geral, eu estou contra estacionamento, contra Cybertrucks.
Alexia: Nossa senhora. Uma coisa que não é top de jeito nenhum. O Cybertruck. Poxa, por que você foi falar isso agora?
Eu posso passar o episódio, o rádio episódio inteiro falando só sobre o Cybertruck. Tudo que o carro não é, o Cybertruck é. Ele foi desenhado para ser anti-carro.
É uma das coisas mais feias, mais horrorosas e mais... eu nem sei, eu tenho agonia vendo um Cybertruck na rua. Tudo que aquilo representa. Eu tenho pavor de Cybertruck.
O Foster tá aqui do lado rindo, pensando por que que eu fui falar sobre isso nesse momento.
Foster: Não, eu estou pensando em nossos queridos ouvintes que talvez um é dono de um Cybertruck.
Alexia: Peço mil desculpas.
Foster: Não, mas peço desculpa.
Alexia: Gosto não se discu-, não se discute. Cada um tem o que quer. Eu posso muito bem ter um carro caindo aos pedaços e essa pessoa tá muito feliz com um Cybertruck e tá tudo bem. Mas assim, na minha visão, o Cybertruck é horrível.
Foster: Não, nem é isso. Eu nunca falei pessoalmente com alguém que tem um Cybertruck. Eu tenho muita curiosidade de por que o que aconteceu na sua vida pra você chegar a essa decisão.
Alexia: Pra você chegar a essa decisão?
Foster: É. E comprar uma coisa dessas porque... não entendo.
Alexia: Eu chamava Cybertruck de carro tijolo, porque eu nem sei o nome, mas é igual um tijolo.
Foster: Pode explicar.
Alexia: Com quatro rodas. It's a brick. Com quatro rodas.
Foster: É. Imagina que é muito seguro.
Alexia: Foster, pode ser o carro mais seguro do mundo. Nada vai tirar a minha opinião sobre o design daquele carro. Nada.
Foster: Enfim, gente.
Alexia: E o que me dá mais aflição é que passou por mil aprovações e as pessoas falam "não, não, é legal, é legal, é bonito, vamos botar no mercado". E tem várias e as pessoas compram, então realmente dá certo.
Foster: É. É interessante. É interessante que tantas pessoas, sei lá, que ficam na moda. Enfim, eu acho que é isso por hoje. Se não, a Alexia vai ter... ou você tem mais alguma coisa que você quer adicionar?
Alexia: Só quero adicionar que eu sou completamente a favor de carro elétrico. Não é o problema de ser carro elétrico, tá? É o design do Cybertruck que me incomoda. É isso.
Foster: Tá bom. Anotado. Então, na primeira parte da lista de coisas que não são top, temos poluição sonora, isso foi uma das minhas...
Alexia: Cachorro sem guia.
Foster: É, cachorro solto, QR code desnecessário.
Alexia: A cultura do trânsito no Porto e Cybertruck.
Foster: É, trânsito, estacionamento desnecessário também.
Alexia: É.
Foster: É. Mais alguma coisa?
Alexia: Não. Só queria falar pros nossos ouvintes que foi muito engraçado a gente sentando hoje pra gravar e eu nem sabia que ia falar sobre coisas que não são top.
E eu fiquei olhando pra cara do Foster, o Foster olhando pra mim e eu falando assim: "eu tô muito zen hoje". Não tá me vindo nada na cabeça do que que eu não gosto.
E a gente ficou aqui uns vinte minutos matutando na cabeça, tipo: "o que que não é top?" A gente tá muito zen pra ficar reclamando.
Foster: Mas acho que é uma boa prática, é um bom exercício de vocês também podem tentar fazer a mesma coisa em casa, pensar e criar uma lista de coisas que são super, super chatas pra você...
Alexia: Sim.
Foster: E pensar por que é tão chato pra mim.
Alexia: Sim.
Foster: É interessante. E depois manda pra nós.
Alexia: É isso. Manda pra gente. Sério, eu adoro receber e-mail de vocês. alexia@cariocaconnection.com. Isso é muito top. Então, se vocês quiserem mandar, por favor, mandem. A gente adora receber e-mail de vocês. E é isso.
Foster: Então, muito obrigado, pessoal, e até o próximo episódio.
Alexia: Tchau!
Useful Vocabulary, expressions, etc…📚
estou acompanhada do Foster — I'm here with Foster (acompanhado/a de = accompanied by)
Tá tudo bem? — everything good? (tá = está, the default in speech)
Vamos ver daqui a pouco — we'll see in a bit (a joke: ask me again later)
Nossa, que otimismo — wow, such optimism (said ironically)
a minissérie — the mini-series
volta pra trás — go back (literally "go back backwards"; redundant, and completely normal)
vocês vão se divertir muito — you're going to have a lot of fun (divertir-se = to have fun, not "to divert")
eu tô muito animada com isso — I'm really looking forward to this (animado = keen, upbeat; tô = estou)
espera aí — hang on, wait a second
o que quer dizer — what it means (querer dizer = to mean)
pessoalmente — personally
Isso não quer dizer que necessariamente todo mundo ache legal — that doesn't mean everyone necessarily thinks it's cool (ache, subjunctive of achar, after não quer dizer que)
coisas universais — universal things
câncer — cancer
genocídio — genocide
Alguma coisa assim — something like that
particulares — particular, personal, idiosyncratic
Vocês podem concordar ou não — you can agree or not
e isso que é o mais legal — and that's the best part (isso que é = that's what is)
coisas que são chatas pra nós — things that annoy us (chato = annoying, tedious; not "chatty")
começa com — start with (spoken imperative, the tu form used with você in Brazil)
seu primeiro "coisa que não é top" — Alexia's slip; she corrects herself to sua primeira coisa, because the noun is coisa (feminine)
Ah, meu Deus — oh my God
eu falei completamente errado — I said it completely wrong
Ah, porque você está falando da coisa — oh, because you're talking about the thing (the agreement is with coisa, not with Foster)
isso foi muito fácil pra mim, essa escolha — that was very easy for me, this choice (the subject is repeated at the end for emphasis, very typical of speech)
poluição sonora — noise pollution (sonoro = to do with sound)
poluição visual — visual pollution (billboards, signs, clutter)
Vamos falar a palavra de novo — let's say the word again
Isso aí — that's it, exactly
Boa — nice, good one
muita coisa cabe dentro dessa categoria — a lot fits into that category (caber = to fit)
digamos — let's say
Não só... como... também — not only... but also
fogos de artifício — fireworks (often just fogos)
Já falamos sobre isso — we've already talked about this
várias vezes — several times, many times
transporte público — public transport
em qualquer lugar que você esteja — wherever you are (esteja, subjunctive of estar)
espaços públicos — public spaces
eu nunca entendi por que — I never understood why (por que, two words, in a question or "why")
escutando música muito alto — playing music really loud (alto = loud, as well as tall)
o metrô — the subway, the metro
o que é impressionante — which is remarkable
tem até leis que tiveram que ser criadas — there are even laws that had to be created
o pessoal bota funk, sertanejo, pagode — people put on funk, sertanejo, pagode (see the cultural notes; botar = to put, to put on)
super alta — really loud
uma mini festa — a little party
a sua liberdade começa quando a do outro termina — your freedom begins where the other person's ends (Alexia's version of a common saying; see the cultural notes)
meio que — kind of, sort of
vamos respeitar uns aos outros — let's respect each other (uns aos outros = one another)
Usa fone — use headphones (fone, short for fone de ouvido)
desde cinco reais — from five reais (desde... até = from... to; real, plural reais, is Brazil's currency)
até quanto você quiser gastar — up to however much you want to spend (quiser, future subjunctive of querer)
não é uma questão de — it's not a question of
poder comprar — being able to buy
eu não aguento mais — I can't take it anymore (aguentar = to stand, to bear)
o mundo está ficando tão alto — the world is getting so loud (ficar = to become)
podem diminuir o volume um pouco — could you turn the volume down a bit (diminuir = to lower, to reduce)
Porque é chato — because it's annoying
A gente foi num show — we went to a concert (show = concert or gig in Brazil; num = em um)
esse fim de semana — this past weekend
não paravam de falar — wouldn't stop talking (parar de + infinitive)
nossa senhora — good Lord, oh my goodness (short for Nossa Senhora, Our Lady; often just nossa)
como eu me segurei pra não falar com elas — how hard I held myself back from saying something to them (segurar-se = to restrain oneself)
Eu te segurei — I held you back
eu mesma — I myself
surreal — surreal, unbelievable
fulano, ciclano — so-and-so, what's-his-name (placeholder names; dictionaries spell the second one sicrano)
não sei quê — whatever, blah blah blah
Eu sabia a história de todo mundo ali — I knew everyone's story there
Pra que você vai conversar no cinema? — why on earth would you talk at the cinema? (pra que = what for)
Assiste filme em casa — watch the film at home (assistir = to watch; a false friend, not "to assist")
já que você quer conversar — since you want to chat (já que = since, given that)
Teatro — theater
Eu assino embaixo — I'll sign my name to that, I fully endorse it (literally "I sign underneath")
cem por cento — one hundred percent
Então está na lista — so it's on the list
Está correto — that's correct
Tá certo? — is that right?
Super — great, absolutely
sua primeira sugestão — your first suggestion
Não sugestão — not a suggestion
Um candidato — a candidate (Foster's word for an entry on the list)
não vai ser surpresa pra ninguém — it won't be a surprise to anyone
cachorros soltos — dogs off the leash, loose dogs (solto = loose, free)
não têm o menor tipo de educação — have no training or manners whatsoever (o menor = the slightest; educação also means manners)
os donos — the owners
ele obedece os seus comandos — he obeys your commands (careful writing says obedece aos)
tá tudo certo — it's all fine
eu não tenho o menor problema em relação a isso — I don't have the slightest problem with that (em relação a = regarding)
eu tenho cem por cento de problema com você — I have one hundred percent of a problem with you (Alexia's comic emphasis)
um parque para cães — a dog park (cão is the more formal and European word; cachorro is the everyday Brazilian one)
espaço dedicado para os animais — space set aside for animals
passeio — sidewalk, pavement (the European Portuguese word; in Brazil, calçada, which Alexia also uses later)
Praia também é proibido soltar cachorro — letting dogs off the leash is banned on the beach too (soltar = to let loose)
espaços pré-definidos — designated areas
eu tenho medo que algo aconteça com meu cachorro — I'm afraid something will happen to my dog (aconteça, subjunctive after ter medo que)
por causa do seu cachorro — because of your dog
lidar com — to deal with, to handle
Muitas pessoas — lots of people
neurodivergência — neurodivergence
ninguém é obrigado a — nobody is obliged to, nobody has to
o dono, ou a dona, tanto faz — the owner, male or female, whatever (tanto faz = it doesn't matter)
dois exemplos até — even two examples
o Parque da Cidade — the City Park (a large park in the city where they live)
é contra a lei — it's against the law
tem placas no parque que fala — there are signs in the park that say (Foster's verb; agreeing with placas it would be falam, and dizem is more natural for signs)
Não pode. Proibido. — you can't. It's forbidden.
O seu cão precisa ficar na trela sempre — your dog must always be on the leash (Foster quoting a sign written in European Portuguese)
Trela é de Portugal, guia no Brasil — trela is Portugal's word, guia is Brazil's (both mean leash; see the cultural notes)
bande de cachorro — as Foster said it; the expression is bando de cachorro, a pack of dogs (bando = flock, gang, bunch)
correndo — running around
o nosso bairro — our neighborhood
bem comportados — well behaved
eu tenho muito medo que o cachorro vai morrer — I'm really afraid the dog will die (Foster uses the indicative; after ter medo que, the subjunctive is standard: que o cachorro morra)
um carro vai bater — a car will hit it (bater = to hit, to crash)
Vai atropelar — it will run him over (atropelar = to run over, specifically a vehicle hitting a person or animal)
cruzam a rua — they cross the street (atravessar a rua is also very common)
sem saber direito — without really knowing how
não foram ensinados a — they weren't taught to
Eu podia ter um episódio inteiro — I could do a whole episode (podia, the imperfect, used as a casual conditional)
eu sempre arrumo briga — I always pick a fight (arrumar briga = to start a fight; arrumar normally means to tidy or to get)
Eu arrumo briga mesmo — I really do pick fights (mesmo after a verb = really, truly)
pra deixar bem claro — to make it really clear
a gente está a favor de — we're in favor of
Adestrado — trained (of an animal; adestrar = to train an animal)
outros ambientes — other settings, other environments
numa situação urbana — in an urban setting
a gente adora cachorro — we love dogs (cachorro in the singular, used for the whole category)
A gente ama tanto cachorro que — we love dogs so much that
sem nenhum tipo de controle — without any kind of control
Pronto — there, done (wraps a topic up)
Petição assinada — petition signed
cachorros sem guia — dogs without a leash
Versão curta — short version
Próximo — next
Mais uma? — another one?
eu estou entre duas coisas — I'm torn between two things
minha mãe odeia — my mom hates
restaurantes que só pode ver o cardápio com um QR code — restaurants where you can only see the menu with a QR code (Foster's construction; more natural is onde só dá pra ver o cardápio, or onde o cardápio só está no QR code)
o cardápio — the menu (the Brazilian word; menu is also common in both countries)
Isso veio de sugestão da nossa querida Winnie — that came as a suggestion from our dear Winnie
um membro do nosso CC Club — a member of our CC Club
estabelecimentos — establishments, businesses
fazer o pedido — to place the order
Você sabe como que fala QR code no Brasil? — do you know how you say QR code in Brazil? (como que, with the extra que, is everyday speech)
fazia sentido — it made sense
pelo menos — at least
precisa ter a opção de — there needs to be the option of
um cardápio físico — a physical menu, a paper menu
Se não tiver isso — if there isn't that (tiver, future subjunctive of ter)
Tô fora — I'm out, count me out
A gente vive tão conectado no celular — we live so glued to our phones (celular = cell phone, the Brazilian word; telemóvel in Portugal)
o tempo todo — all the time
um luxo, um privilégio — a luxury, a privilege
um momento gostoso — a lovely moment (gostoso goes far beyond food)
pegar o celular — to pick up your phone
aí não abre — and then it won't open (aí = and then, in storytelling)
chamar o garçom, a garçonete — to call the waiter, the waitress
não tá abrindo — it's not opening
pelos próprios celulares — on their own phones
É uma confusão — it's a mess
pra que que querem complicar — why they want to complicate things
Eu tenho certeza que — I'm sure that
complicar a vida das pessoas — to make people's lives difficult
mil coisas — a thousand things (mil as casual exaggeration)
passou a pandemia — the pandemic is over (passar = to pass, to be over)
Dá um menu físico — just give us a paper menu
Eu até fico triste, nem chateado — it actually makes me sad, not even annoyed (até = even; chateado = upset, annoyed)
não chique — not fancy
saímos pra jantar — we go out to dinner
você está me obrigando a — you're forcing me to
Concordo. Assinado embaixo. — agreed. Signed and sealed.
Tá na lista — it's on the list
uma coisa muito específica de Portugal — something very specific to Portugal
o trânsito — traffic
é uma loucura — it's madness
As ruas são estreitas — the streets are narrow
cada vez maiores — bigger and bigger (cada vez mais / maiores = more and more)
estacionar — to park
de um dia pro outro — overnight, from one day to the next
não pode mais estacionar — you can't park anymore
uma vaga garantida — a guaranteed parking space (vaga = space, also a job opening or a place on a course)
em frente às casas — in front of the houses
onde é que eles vão meter os carros — where on earth they're going to put their cars (meter = to put, to stick; é que adds emphasis)
vão botar dentro do bolso — they'll stick them in their pockets (comic exaggeration)
o que que acaba acontecendo? — what ends up happening? (acabar + gerund = to end up doing)
estacionamento de duas filas — double parking (the set phrase is estacionar em fila dupla)
o que vocês imaginarem — whatever you can imagine (imaginarem, future subjunctive)
em cima da calçada — up on the sidewalk
metade pra fora, metade pra dentro — half out, half in
não coube na vaga — it didn't fit in the space (coube, the irregular preterite of caber)
Além disso — on top of that, besides
Abriu o sinal, ficou verde — the light changed, it turned green (sinal = traffic light in Rio; see the cultural notes)
a pessoa de trás — the person behind you
já tá "pim" pra cima de você — is already honking at you ("pim" imitates the horn; pra cima de = at, on top of)
muito estressado — really stressed
passa por cima! — just drive over me, then!
Aí eu começo a ficar estressada também — then I start getting stressed too
pelo menos cidade grande — at least big cities
eu não lembrava disso acontecer — I don't remember that happening (lembrar de + infinitive)
E eu dirijo muito tempo do Rio de Janeiro — as transcribed; the sense is that she drove in Rio for a long time (dirigir = to drive in Brazil; conduzir in Portugal)
brigando, gritando, com raiva — fighting, shouting, angry
qual seria o seu candidato — what would your candidate be
A forma que as pessoas estacionam — the way people park
tem mais a ver com — has more to do with
mais especificamente — more specifically
eu estou contra carro em geral — I'm against cars in general (estar contra = to be against)
de jeito nenhum — in no way, not at all
Poxa — gosh, come on (mild frustration)
por que você foi falar isso agora? — why did you have to bring that up now? (ir + infinitive in the past, for an action that had consequences)
o episódio inteiro — the whole episode
Tudo que o carro não é, o Cybertruck é — everything a car isn't, the Cybertruck is
Ele foi desenhado para ser anti-carro — it was designed to be an anti-car
horrorosas — hideous
eu tenho agonia — it makes me squirm, it gives me the creeps (agonia in Brazil is everyday discomfort, not literal agony)
Tudo que aquilo representa — everything it stands for
Eu tenho pavor de — I have a horror of, I can't stand
O Foster tá aqui do lado rindo — Foster's right here next to me laughing
nossos queridos ouvintes — our dear listeners
talvez um é dono de — maybe one of them owns (talvez before the verb usually takes the subjunctive: talvez um seja dono)
Peço mil desculpas — I apologize a thousand times
Gosto não se discute — there's no accounting for taste (a fixed proverb)
Cada um tem o que quer — each to their own
um carro caindo aos pedaços — a car that's falling apart
na minha visão — in my view
nem é isso — that's not even it
Eu tenho muita curiosidade de — I'm really curious about
chegar a essa decisão — to reach that decision
uma coisa dessas — something like that, a thing like that
carro tijolo — brick car (tijolo = brick)
é igual um tijolo — it's just like a brick (igual a in careful speech)
Com quatro rodas — with four wheels
Imagina que é muito seguro — I imagine it's very safe
Nada vai tirar a minha opinião — nothing will change my mind (literally "take away my opinion")
o que me dá mais aflição — what bothers me most (aflição = distress, unease)
passou por mil aprovações — it went through a thousand approvals
vamos botar no mercado — let's put it on the market
então realmente dá certo — so it really does work (dar certo = to work out)
que ficam na moda — that become trendy
eu acho que é isso por hoje — I think that's it for today
adicionar — to add
completamente a favor de — completely in favor of
carro elétrico — electric car
o design — the design (borrowed whole)
me incomoda — bothers me
Anotado — noted
QR code desnecessário — unnecessary QR codes
foi muito engraçado — it was really funny
a gente sentando hoje pra gravar — us sitting down today to record
olhando pra cara do Foster — looking at Foster's face
eu tô muito zen hoje — I'm feeling very zen today
Não tá me vindo nada na cabeça — nothing's coming to mind
matutando — mulling it over, racking our brains (matutar = to ponder)
pra ficar reclamando — to sit around complaining (ficar + infinitive or gerund for a drawn-out action)
uma boa prática, um bom exercício — good practice, a good exercise
super, super chatas — really, really annoying
manda pra nós / Manda pra gente — send it to us (both mean the same; pra gente is the more colloquial)
Sério — seriously
adoro receber e-mail de vocês — I love getting emails from you
se vocês quiserem mandar, por favor, mandem — if you'd like to send something, please do (quiserem, future subjunctive; mandem, the vocês imperative)
Cultural Notes & Context 📖
A new mini-series, and the rules of the game
After four episodes of Coisas que são TOP, Alexia and Foster flip the format. Foster sets the ground rules before they start, and they are worth hearing: these are not universal tragedies (he and Alexia name cancer, death and genocide as examples of what is off the table), but personal pet peeves, things that are chato for the two of them, which listeners are free to disagree with. Alexia puts it neatly: something that is not top for her is probably top for you, and that is the fun of it.
The list this episode: noise pollution, dogs off the leash in the city, QR-code-only menus, parking and driving culture, and the Cybertruck, which arrives as a bonus nobody planned.
Poluição sonora, and Brazil's beach speakers
Foster's first pick is noise pollution, and his examples are fireworks (a complaint he says he has made on the show many times) and people playing music out loud on the metro. Alexia's observation is that this is much more common in Brazil than where they live now, to the point that, as she says, laws had to be created for it. She also paints a scene any Brazil visitor will recognize: a group of friends at the beach with a speaker, playing it loud enough to turn their spot into a mini party for everyone around them.
The three genres she names are worth knowing. Funk in Brazil means funk carioca, the electronic, bass-heavy dance music that grew out of Rio's favelas, not American funk. Sertanejo is Brazilian country music, consistently one of the most popular genres in the country. Pagode is a relaxed, sociable style of samba, the soundtrack of a beer with friends.
Her moral is a well-known saying in Portuguese. The most common form is "a sua liberdade termina onde começa a do outro", your freedom ends where the other person's begins. Alexia's version turns it around, but the meaning is the same: use headphones.
Fulano, sicrano e beltrano
When Alexia imitates the two girls gossiping behind her at a concert, she reaches for fulano and ciclano. Portuguese has a whole family of placeholder names for unspecified people: fulano, sicrano and beltrano, roughly so-and-so, what's-his-name and whoever. The dictionary spelling of the second is sicrano, but ciclano is how many Brazilians say it. You will hear "fulano de tal" for a generic person, the way English uses John Doe.
Trela, guia, cão, cachorro: two Portugueses in one conversation
This episode is a small lesson in the differences between Brazilian and European Portuguese, because the hosts are living between the two. When Foster reads out a park sign, the language on it is European Portuguese: "O seu cão precisa ficar na trela." Alexia immediately translates for Brazilian listeners: trela is the Portuguese word for leash, and in Brazil it is guia (you will also hear coleira, which strictly means the collar).
The sign also says cão where a Brazilian would normally say cachorro. Cão is not wrong in Brazil, it is just more formal; Brazilians use it in set phrases and official language. Alexia also uses passeio for sidewalk, the European word, and a few minutes later calçada, the Brazilian one. Spotting these pairs is one of the most useful listening skills if you spend time in both countries:
trela / guia — leash cão / cachorro — dog passeio / calçada — sidewalk telemóvel / celular — cell phone conduzir / dirigir — to drive empregado de mesa / garçom — waiter
Cachorros soltos: why it is personal
Alexia's position is precise, and she is careful to state it: a loose dog that is trained and obeys its owner is fine with her. A loose dog that nobody controls, in a street or park not meant for dogs, is the problem. Her reasons are their own dog's safety, people who are afraid of dogs, and children; Foster adds people with neurodivergence who may not know how to handle a dog running at them. Foster's own fear is the most concrete: dogs in their neighborhood walk off-leash beside their owners, and he worries one will be hit by a car. The word Alexia supplies for that is atropelar, which specifically means a vehicle hitting a person or an animal.
Two words to keep from this segment: adestrado, trained (of an animal), and the very Brazilian arrumar briga, to pick a fight, which Alexia admits she does every time this happens.
QR code menus, and how Brazilians say "QR code"
The QR code complaint came in as a listener suggestion from Winnie, a CC Club member, and Foster adds that his mother hates them too. Both hosts accept that the menus made sense during the pandemic, when restaurants avoided shared physical menus; their objection is to places where there is still no paper alternative. Alexia's point is about the meal itself: going out to dinner should be a moment away from your phone, and a QR-only menu puts the phone back on the table.
On the language: cardápio is the Brazilian word for menu, and menu is common too. Foster asks how Brazilians say QR code, and Alexia's answer is simply "QR code". The English term is used as is.
Parking, traffic, and sinal vs. farol
Alexia's final pick is the parking and driving culture where they live: narrow streets, bigger and bigger cars, a street where parking was suddenly banned overnight, and the double parking (estacionar em fila dupla) and sidewalk parking that follow. Foster pushes back that aggressive traffic exists in almost every big city, and Alexia says she does not remember it this way in Rio.
A useful regional detail: Alexia says "abriu o sinal", the light turned green. In Rio, a traffic light is a sinal; in São Paulo, people say farol; and semáforo is the general, formal word understood everywhere. A vaga is a parking space (the same word is used for a job opening or a place on a course), and buzinar is to honk, which Alexia acts out as "pim".
The Cybertruck, and gosto não se discute
The Cybertruck, Tesla's angular stainless-steel pickup truck, enters the episode by accident: Foster lists it among the things he is against, and Alexia takes the bait. Her nickname for it is carro tijolo, brick car. She is careful to separate the design from the technology: she is fully in favor of electric cars, it is the look of this one that bothers her. And she apologizes in advance to any listener who owns one, with the proverb gosto não se discute, there is no accounting for taste.
The homework
The episode ends with an honest admission: when they sat down to record, both of them felt too zen to complain, and spent about twenty minutes trying to think of things that were not top. Foster turns it into an exercise: make your own list of things that annoy you, think about why, and send it in. It is a good writing prompt in Portuguese, because complaining well needs exactly the language in this episode: não aguento, me incomoda, eu tenho pavor de, tô fora.
Grammar Highlights 🎯
1. Live corrections and Foster's slips (the errors worth learning from)
This episode has two live corrections, and one of them is Alexia correcting herself. Then come the slips nobody stops to fix, which are the ones most worth studying.
- Foster, começa com seu primeiro "coisa que não é top" → Começa com a sua primeira coisa que não é top — Alexia's own correction: the possessive and the adjective agree with coisa (feminine), not with Foster
- Ah, porque você está falando da coisa — Foster works out the rule himself
- Polu. → Ição. → Poluição — Alexia's live pronunciation drill: four syllables, po-lu-i-ção, with the nasal ão at the end
- eu tenho muito medo que o cachorro vai morrer → que o cachorro morra — after ter medo que, the subjunctive is standard
- talvez um é dono de um Cybertruck → talvez um seja dono — talvez before the verb normally takes the subjunctive
- tem placas no parque que fala → que falam, or more naturally que dizem — the verb agrees with placas
- restaurantes que só pode ver o cardápio com um QR code → onde só dá pra ver o cardápio pelo QR code — Portuguese needs onde, and an impersonal subject
- bande de cachorro correndo → bando de cachorro — bando is a pack or a gang
Alexia's line "Trela é de Portugal, guia no Brasil" is a correction of a different kind: not an error, just a reminder that a word is European. See the cultural notes.
2. The subjunctive after feelings, conditions and "whatever"
The native speakers in this episode use the subjunctive automatically in exactly the places English speakers forget it. Compare these with Foster's two slips above.
- Isso não quer dizer que necessariamente todo mundo ache legal — that doesn't mean everyone necessarily thinks it's cool (after a negated statement)
- eu tenho medo que algo aconteça com meu cachorro — I'm afraid something will happen to my dog (after fear)
- em qualquer lugar que você esteja — wherever you are (after qualquer)
- Qualquer lugar que não seja dedicado para os cães estarem soltos — any place that isn't meant for dogs to be off the leash
- que não são adestrados ou não tenham controle — Alexia switches to the subjunctive mid-phrase
- até quanto você quiser gastar — up to however much you want to spend (future subjunctive)
- o que vocês imaginarem — whatever you can imagine (future subjunctive)
- Se não tiver isso, gente, não — if there isn't that, no (future subjunctive after se)
- se vocês quiserem mandar, por favor, mandem — if you'd like to send something, please do
3. Ficar: becoming, staying, and ending up
Ficar does at least three jobs here: to become (a change of state), to stay or remain (a position), and, with a gerund or infinitive, to keep on doing something.
- eu não aguento mais que o mundo está ficando tão alto — the world is getting so loud
- Eu até fico triste — it actually makes me sad
- E o trânsito fica uma loucura por causa disso — and traffic becomes madness because of it
- Abriu o sinal, ficou verde — the light changed, it went green
- Aí eu começo a ficar estressada também — then I start getting stressed too
- O seu cão precisa ficar na trela sempre — your dog must always stay on the leash
- Cachorro não pode ficar solto — dogs can't be loose
- E a gente ficou aqui uns vinte minutos matutando na cabeça — we sat here for about twenty minutes mulling it over
- A gente tá muito zen pra ficar reclamando — we're too zen to sit around complaining
4. Negation with o menor, nenhum and nada
Portuguese keeps não in front of the verb even when another negative follows, and it has strong ways to say "not the slightest".
- não têm o menor tipo de educação ou treinamento — have no training whatsoever (o menor = the slightest)
- eu não tenho o menor problema em relação a isso — I don't have the slightest problem with that
- sem nenhum tipo de controle — without any kind of control (sem + nenhum, no não needed)
- Uma coisa que não é top de jeito nenhum — something that is in no way top
- Nada vai tirar a minha opinião sobre o design daquele carro. Nada. — nothing will change my mind. Nothing.
- Não tá me vindo nada na cabeça — nothing's coming to mind (não + nada, the double negative)
- ninguém é obrigado a lidar com cachorro solto — nobody has to deal with loose dogs
5. Reflexive verbs and the pronoun se
Some of the most natural lines in the episode turn on a small reflexive pronoun. Drop it and the meaning changes.
- como eu me segurei pra não falar com elas — how I held myself back from saying something to them (segurar-se = to restrain oneself)
- Eu te segurei — I held you back (not reflexive: Foster is the one holding)
- Foster me segurou, mas eu também me segurei — Foster held me back, but I held myself back too
- vocês vão se divertir muito — you're going to have a lot of fun (divertir-se)
- Gosto não se discu-, não se discute — taste isn't up for debate (the impersonal se: one does not argue)
Notice that Brazilian speech puts the pronoun before the verb almost every time: me segurei, se divertir. In Portugal you would more often hear segurei-me.
6. Verbs and phrases that come with a preposition
The preposition belongs to the expression and rarely matches English.
- não precisam lidar com seu cachorro solto — don't have to deal with your loose dog (lidar com)
- tem mais a ver com estacionamento — has more to do with parking (ter a ver com)
- a gente está a favor de cachorro solto — we're in favor of loose dogs (a favor de)
- a gente é contra cachorro solto sem nenhum tipo de controle — we're against loose dogs with no control (ser contra)
- eu tenho medo que algo aconteça com meu cachorro — something happening to my dog (acontecer com)
- Eu tenho pavor de Cybertruck — I can't stand the Cybertruck (ter pavor de)
- Eu tenho muita curiosidade de — I'm really curious about (ter curiosidade de)
- não paravam de falar atrás — wouldn't stop talking behind us (parar de)
- eu não lembrava disso acontecer — I don't remember that happening (lembrar de)
7. The personal infinitive
An infinitive can carry its own subject in Portuguese, usually after para (pra) or de. When the subject is plural, the infinitive takes a plural ending.
- Qualquer lugar que não seja dedicado para os cães estarem soltos — any place not meant for dogs to be off the leash (os cães estarem)
- sem ter espaço dedicado para os cães e ficarem soltos — without a space set aside for the dogs to run loose (ficarem)
- pra você chegar a essa decisão — for you to reach that decision (with você, the form looks like the plain infinitive)
The pattern to steal: para + subject + infinitive, where English says "for someone to do something".
8. Discourse markers and spoken shortcuts
These carry the rhythm of the conversation. Learn them as a set.
- Ou seja — in other words
- Enfim — anyway
- sei lá — I dunno
- digamos — let's say
- tipo — like
- meio que — kind of
- Pronto — there, done
- Isso aí — exactly
- Tô fora — count me out
- Eu assino embaixo — I'll sign to that
- nossa senhora — good Lord
- Poxa — come on, gosh