Transcript
Alexia: Oi, oi, pessoal, e bem-vindos a mais um episódio do Carioca Connection na Bélgica. E, como vocês já sabem, eu estou muito bem acompanhada do Marco Antônio.
Marco Antônio: Marco Antônio, o pai.
Alexia: Oi, pai, tudo bem?
Marco Antônio: Tudo, querida.
Alexia: Você não vai perguntar como é que eu estou?
Marco Antônio: Como você está, querida filha?
Alexia: Eu estou bem, muito obrigada por perguntar. Bom, hoje nós vamos continuar o episódio anterior, que é sobre Bruxelas. Então, no episódio anterior, nós falamos o que fizemos durante o dia. Se você não escutou, vai lá, escuta e depois vem para cá. E agora a gente vai falar o que a gente fez durante a noite e o porquê a gente foi para a Bélgica, afinal, né?
A gente já lançou um episódio contando sobre a Olivia Dean e que a gente tinha comprado os ingressos para ir no show dela. E eu já acompanho a Olivia há quase uma década e era um sonho a ser realizado da minha parte, só que virou um sonho a ser realizado do meu pai também, né, pai?
Marco Antônio: Claro, porque eu comecei a escutar as músicas dela. Ela é uma graça, ela canta muito bem, adorei.
Alexia: Sim. Então, nós fomos para um concerto na Bélgica que foi no Forest National Arena, se não me engano. Era pegando o Uber e indo até lá, era longe da onde a gente estava, o que deu oportunidade de a gente ver um pouco mais de Bruxelas. E aí a gente descobriu que o bairro onde o concerto era, onde o show era, é incrível.
Marco Antônio: É incrível, casas maravilhosas, ruas maravilhosas.
Alexia: Em frente a um parque maravilhoso.
Marco Antônio: Em frente a um parque, eles chamam de floresta. Então, a Bélgica, Bruxelas não se mostra assim de uma vez e tal, ela tem que ser descoberta, mas vale a pena, é linda.
Alexia: É linda. E a gente estava com os ingressos VIP, que eram os ingressos premium. Então, chegando lá, já tinha uma fila do pessoal com os ingressos normais. E a gente entrou pela porta lateral, chiquérrimos, né, pai? Recebemos um crachá.
Marco Antônio: Sim.
Alexia: O que é um crachá?
Marco Antônio: Um crachá é um pedaço de plástico.
Alexia: Sim, pai, mas...
Marco Antônio: Escrito VIP, não sei o quê, da entrada.
Alexia: Com a foto dela, escrito tudo, Tour 2016 pela Europa. Aí a gente recebeu maquiagem, o qual eu fiquei muito feliz, porque a Olivia é embaixadora da Hourglass. Então, ela deu de brinde para o pessoal que tinha comprado o ingresso premium maquiagem, o que eu fiquei muito feliz. Então, eu ganhei em dobro, porque deram para o meu pai também, obviamente vai ficar para mim. E tínhamos acesso ao merch, ao merchandising, ou seja, são os produtos dela à venda antes do público geral. Então, eu comprei uma blusinha da minha música preferida lá. E aí a gente esperou dez minutinhos e fomos levados até aos nossos assentos.
E aí, o que acontece nesse momento? O pessoal que comprou o ingresso VIP tinha a opção de ficar em pé, perto do palco, ou sentado, mas perto do palco, ou seja, nas tribunas, nas primeiras fileiras das tribunas, que eram as mais perto do palco, né?
Marco Antônio: Sim, onde nós sentamos.
Alexia: Onde nós sentamos.
Marco Antônio: E que era um lugar privilegiado porque não tinha nada na nossa frente e do lado tinha a operação de som e câmera do show. Então, a gente não tinha nada na frente, a gente ficou assim privilegiados para ver o show.
Alexia: Sim. E uma coisa engraçada que eu estou lembrando agora, você lembra do segurança que não deixava ninguém sentar?
Marco Antônio: Não. Ah, sim, lá na muvuca.
Alexia: Na muvuca. Então, como é que era o segurança?
Marco Antônio: É o seguinte, lá na frente do palco, era todo mundo muito jovem e todo mundo de pé. Só que o show não começava, e o pessoal começava a sentar no chão. E tinha um guarda que ele tinha uma lanterna que era um flash cósmico, que ele pá, dava assim na cara das pessoas.
Alexia: E falava: "Levanta, levanta", não deixava ninguém sentar. E ele tinha o olhar de lince, né? Ele enxergava aquilo. O que foi legal dessa arena é que era uma arena menor. Ou seja, eram só, entre aspas, para oito mil e quinhentas pessoas, enquanto ela está fazendo shows para vinte e cinco mil pessoas em Oslo, por exemplo. Então, a gente deu muita sorte de estar numa arena menor, só para oito mil.
Marco Antônio: Sim, é um show mais intimista.
Alexia: Mais intimista. E o show de abertura foi com a Alice, alguma coisa que eu esqueci, que meu pai ficou apaixonado.
Marco Antônio: Total, a mulher era moça, ela tem um swing, ela canta bem, ela é espetacular, ela vai ser uma... eu apostaria nela como uma próxima estrela global.
Alexia: Sim. E é muito interessante ver isso, porque eu que acompanho a Olivia há um tempo, sei que ela era a artista de abertura para muitos artistas por muito tempo. Ela cresceu de um ano para cá. Ela, quando abriu o show, falou: "Gente, eu estava aqui em Bruxelas ano passado e eu estava tocando para duzentas pessoas. Hoje eu estou aqui tocando para oito mil pessoas." É incrível, você dava para ver no olhar dela o quão agradecida e o quão feliz ela estava da carreira dela finalmente estar chegando onde ela sempre quis, né? Que não é fácil hoje em dia.
Marco Antônio: Claro que não. Eu vou fazer só um comentário. A reação do público era uma coisa, ela levantava um braço, fazia... ela dizia: "Olha, gente..." Então, eu acho que o nível dela é um pouco, não nível artístico nem nada, em matéria de comunicação com o público e esse fenômeno, é um degrauzinho abaixo da Taylor Swift.
Alexia: Não, pai, peraí, calma. Não, a Taylor é praticamente um culto, a Swift.
Marco Antônio: Exato, mas ela está chegando lá.
Alexia: Eu diria, eu não sei, é difícil comparar qualquer artista com a Taylor Swift.
Marco Antônio: Mas ela está chegando lá, filha, ela está um degrau abaixo. Ela lotou umas oito cidades europeias, super hiperlotadas. Teve uma menina da Holanda que sentou do nosso lado, que ela viajou de trem. Está certo que é fácil, mas ela veio sozinha para ver o show em Bruxelas. É uma Taylorzinha Swift, com certeza absoluta.
Alexia: O que você achou do show em geral?
Marco Antônio: Bom, muito bom, bastante consistente, bastante profissional, se vamos dizer assim, muito humano. Ela é muito humana, ela realmente fala com o público. Ela gosta do que está fazendo. Ela nasceu para isso. Ela é um fenômeno.
Alexia: Dava para ver a felicidade dela o tempo todo.
Marco Antônio: Sim, sim. Dava para ver a felicidade da minha filha também, que chorou quando ela entrou.
Alexia: Eu não só chorei quando ela entrou, chorei em várias músicas, chorei com tudo. Mas não só dela, também como da banda. Os meninos que tocam a guitarra e o baixo estão com ela desde o colégio. Então, assim, eles verem isso acontecer também é uma coisa surreal, né? E as cantoras que estavam fazendo o vocal com a Olivia, eram incríveis também.
Marco Antônio: Sim, maravilhosas.
Alexia: Incríveis, todo mundo lá de um talento surreal. E assim, eu acho que tudo bem que eu sou fã, tudo bem que eu gosto das músicas dela, não é para todo mundo, não é todo mundo que gosta das músicas dela e está tudo bem. Tem gente que gosta de coisa mais animada ou mais pop ou diferente e tal. Mas eu acho que se você tiver uma oportunidade de assistir a Olivia, vale a pena porque ela bota um show muito bem feito.
Marco Antônio: Muito, muito. A parte mais emocionante para mim foi quando ela sai do palco principal e vem para o palco secundário.
Alexia: B, é o palco B.
Marco Antônio: É o palco B, que estava a cinco metros da gente. Então, eu me senti do lado dela, quase que eu cantei junto. A Alexia cantou junto o tempo inteiro. E uma curiosidade, alguém tirou uma fotografia? A fotógrafa dela?
Alexia: Não, não. A fotógrafa dela.
Marco Antônio: Isso, tirou uma fotografia dela nesse palco. Aonde aparece lá atrás, eu e a Alexia.
Alexia: Apareceu no Instagram oficial da Olivia. Quem quiser ver essa foto, me fala que eu mando.
Marco Antônio: Tem que ser com microscópio, mas...
Alexia: Mas a gente está lá.
Marco Antônio: A gente está lá.
Alexia: A gente está lá. E o que você achou da arena em si, com os restaurantezinhos e as comidinhas? O que você achou?
Marco Antônio: Perfeito, perfeito. As comidas que geralmente nesse lugar são enjoativas ou tal. Eu comi um cachorro-quente de crepe maravilhoso. O pessoal lá bebe muita cerveja e eu via cervejas de vários tipos, geladinha e perfeito. E no banheiro é uma experiência agradável, limpa.
Alexia: Claro, porque só tinha mulher no show e para vocês homens era muito mais fácil, né?
Marco Antônio: Sim, mas enfim, tudo tranquilo. E mais, o segurança da nossa área lá, cada vez que eu ia no banheiro, eu voltava, ele me pegava pelo braço, literalmente, e descia aquelas escadinhas escuras e íngremes, e eu chegava em segurança. Então, é assim, um show perfeito. No começo, estava vazio.
Alexia: E você estava achando assim: "Ih, micou."
Marco Antônio: Eu falei: "Meu Deus, será que isso é possível?" Em cinco minutos, fez tchum, lotou, não tinha lugar para mais uma pessoa.
Alexia: Porque o pessoal estava lá fora bebendo, comendo, conversando, porque era uma sexta-feira pós-trabalho, né? Então, o pessoal ainda também estava chegando e tal.
Marco Antônio: Mas tudo muito civilizado.
Alexia: Ela entrou às nove em ponto e o show durou uma hora e quarenta e cinco. Deu dez e quarenta e cinco, ela saiu do palco. Foi assim, perfeito.
E na Europa tem muito também a cultura, assim como no Reino Unido, tem a cultura de pegar o trem ou o tram para casa, né? E os shows dela, por exemplo, na Alemanha, começaram uma hora mais cedo e terminaram uma hora mais cedo, porque as linhas do metrô, as linhas dos trams, etc., não iam funcionar para quando o show acabasse. Então, eles fizeram de propósito, a produção fez de propósito uma hora mais cedo para fazer com que as pessoas conseguissem chegar em casa de transporte público.
Marco Antônio: Sim, isso daí é uma coisa que ela é muito cuidadosa com o público dela. Mas eu quero dizer o seguinte, tanto na entrada, como na saída, como na ocupação dos lugares, nenhum atropelo, nenhum problema, tudo muito, muito civilizado, tranquilo, com muita alegria daquela garotada. Mas sem, mesmo o pessoal que estava lá no chão, né? Na fila do gargarejo.
Alexia: Na bufunfa.
Marco Antônio: Na bufunfa, gritando e tal. Nenhum incidente, nada, tudo muito legal.
Alexia: Agora, pai, a saída do show. Para pegar. Primeiro que a saída já me impressionou que tinham vários ônibus esperando o pessoal para sair. Então, eu achei isso muito legal da organização da arena com o governo, seja lá quem organiza isso.
Marco Antônio: A prefeitura.
Alexia: A prefeitura de lá para botar os ônibus já esperando o pessoal para sair, para o pessoal conseguir ir para casa, né? A gente não sabia fazer isso, então a gente foi para os táxis.
Marco Antônio: Exato, uma fila de táxi. O primeiro táxi, o cara falou não.
Alexia: Bom, primeiro, tudo em francês, né? Para onde vocês vão? A gente falou: "Ah, para a Bruxelas Central." Aí ele assim: "Não, não, não, eu não vou para lá." O primeiro, que são obrigados a levar, independente disso.
Marco Antônio: São obrigados.
Alexia: Aí o segundo estava cheio de gente, o terceiro estava cheio. No quinto, a gente encontrou um que falou: "Entrem." E ele, quando soube que o primeiro tinha negado, o que ele fez?
Marco Antônio: Ele foi discutir lá com o sujeito. Tudo em francês.
Alexia: Com a polícia. A polícia falou: "É, mas não é bem assim." Enfim. Mas pegamos o táxi e fomos para casa.
E não só isso, ele era marroquino, falando em francês o tempo todo com a gente, com algumas coisas em inglês, tentando falar inglês por causa de mim, porque eu consigo entender o francês, mas eu não consigo falar francês. Da forma de conversação, da forma que meu pai consegue.
Só que ele uma hora virou e falou assim: "Ah, porque meu amigo foi para o Rio de Janeiro e parece que você tem que pagar para entrar no Rio de Janeiro." Eu escutei isso, eu falei assim: "Pai, fala para ele que isso tudo é mentira." Provavelmente o amigo estava visitando uma comunidade, uma favela, que tem que se pagar às vezes para entrar. E ele falou uma coisa completamente errada. E eu falando em português para o meu pai, meu pai tentando falar em francês para o cara.
Marco Antônio: É, mas eu falei que não. E daí eu notei uma coisa, que eu não vi, pelo menos, nenhum taxímetro ligado. Num táxi, o taxímetro, eu não vi. Eu falei: "Alexia, ou a gente vai ter uma surpresa ruim ou tudo bem." Aí eu peguei e coloquei...
Alexia: Não, e a gente tinha o valor do Uber para ir, que deu tipo vinte e dois euros. Então a gente sabia que o valor ia ser em torno disso.
Marco Antônio: Mas o meu amigo ChatGPT, que eu consultei, falou: normal em saída de shows, espetáculos, que possa se cobrar de trinta a trinta e cinco euros.
Alexia: Sim. Só que como ele não colocou o taxímetro, a gente estava preocupada. E ele falou uma hora também na corrida da volta que ele só podia ir para casa quando ele fizesse os quatrocentos euros do dia. E ele estava em trezentos e sessenta e faltavam quarenta para fechar. Aí eu falei assim: "Esse homem vai cobrar quarenta ou mais da gente."
Quando ele deixou a gente, ele falou: "Como é que vocês vão querer pagar?" Aí eu virei e falei: "Depende", porque eu queria saber quanto que ele ia cobrar. Aí ele falou: "Se for em cartão, é trinta e três. Se for em dinheiro, é trinta." Eu achei ele super justo.
Marco Antônio: Super honesto.
Alexia: Super honesto. Demos trinta e cinco em dinheiro para ele, porque ele realmente aceitou levar a gente. Foi super simpático o tempo todo, foi muito simpático, até demais.
Marco Antônio: Sim, fica aqui um pedido de desculpas público pela desconfiança inicial, mas...
Alexia: É. E voltamos para casa. A gente chegou no hotel, sei lá, onze, onze e pouco. Eu falei assim: "Pá, a gente tem que dormir logo, porque amanhã a gente tem que acordar às sete da manhã." Para ir para Gent.
Então, o próximo episódio, o último episódio sobre a Bélgica, vai ser sobre Gent e a volta para casa. E eu espero que vocês tenham gostado desse episódio e eu espero que vocês tenham o mínimo de curiosidade de escutarem a Olivia. E é isso. Obrigada por terem escutado. Até o próximo episódio. Tchau.
Marco Antônio: Bye bye.
Vocabulary
bem-vindos — welcome
acompanhada — accompanied / in good company
afinal — after all / ultimately
o porquê — the reason why (used as a noun: "o porquê a gente foi" = the reason we went)
ingressos — tickets (for events)
há quase uma década — for nearly a decade (ongoing duration)
sonho a ser realizado — dream to be fulfilled / dream come true
virou — turned into / became
concerto / show — concert (concerto = classical or formal; show = any live performance)
bairro — neighborhood / district
floresta — forest (also used in the venue name Forest National)
não se mostra de uma vez — doesn't reveal itself all at once
vale a pena — it's worth it
ingressos VIP / ingressos premium — VIP / premium tickets
porta lateral — side entrance
chiquérrimos — super chic / dressed to the nines (superlative of chique)
crachá — badge / lanyard credential (the plastic card on a lanyard)
embaixadora — brand ambassador
deu de brinde — gave as a freebie / included as a gift
ganhei em dobro — I got double / I won twice over
merch / merchandising — merchandise (products sold at concerts)
à venda — for sale / on sale
blusinha — little top / shirt (affectionate diminutive of blusa)
assentos — seats
em pé — standing up / on your feet
tribunas — stands / bleachers / tiered seating areas
fileiras — rows (of seats)
privilegiado — privileged / in a great spot
operação de som — sound setup / audio operation
muvuca — crowded standing area near the stage; lively, energetic crowd (Brazilian slang)
segurança — security guard (also: safety/security in general)
lanterna — flashlight / torch
flash cósmico — "cosmic flash" — humorous exaggeration for an absurdly bright flashlight; an invention of Marco's to describe the guard's blinding torch
olhar de lince — eagle eyes / lynx-eyed stare (lince = lynx)
enxergar — to spot / to make out / to see (often implies catching sight of something specific)
entre aspas — in quotation marks / so-called (used to signal irony or approximation)
intimista — intimate (used for a cozy, up-close show atmosphere)
show de abertura — opening act / opening show
artista de abertura — opening artist / support act
ficou apaixonado — fell in love (with something or someone)
swing — groove / swing (musical quality; borrowed from English)
ela cresceu de um ano para cá — she's grown a lot over the past year
dava para ver — you could see / it was possible to see (imperfect of dar para)
o quão agradecida — how grateful (quão = how, used before adjectives)
carreira — career
em matéria de — in terms of / when it comes to
degrauzinho — one tiny step (diminutive of degrau = step; used to describe a small gap)
hiperlotadas — completely packed / sold out (hyper + lotadas)
micou — flopped / was a bust / looked like a disaster (Brazilian slang)
fez tchum — boom, it filled up (onomatopoeic slang for something happening suddenly and completely)
lotou — filled up / sold out / packed out
pós-trabalho — after work (as in: a Friday-night crowd coming straight from work)
civilizado — civilized / orderly / well-behaved
nenhum atropelo — no chaos / no incidents / no shoving (atropelo = a running-over or rush)
garotada — the young crowd / the kids / the gang (affectionate collective noun)
bufunfa — the pit area at the front of the stage (slang; also means money in other contexts)
palco B / palco secundário — B stage / secondary stage (the smaller runway stage extending into the crowd)
a cinco metros — five meters away
fotógrafa — photographer (female)
cachorro-quente de crepe — crepe-style hot dog (a Belgian/European street food variation)
enjoativas — bland / unpleasant / off-putting (enjoativo = nauseating or tiresome)
escadinhas escuras e íngremes — dark and steep little steps (affectionate diminutive of escadas)
Ih, micou — "Oh no, it flopped" / "Uh-oh, this is a bust" (reaction of dismay)
prefeitura — city hall / municipal government
fila de táxi — taxi queue
são obrigados a levar — they are legally required to take you
taxímetro — taxi meter
corrida da volta — the return trip / the ride back (corrida = taxi ride in Brazil)
fechar os X euros do dia — to hit the day's earnings target / to make up the daily quota
Depende — It depends (used here tactically to get the driver to name his price first)
super honesto — super honest / totally fair
pedido de desculpas público — public apology
desconfiança inicial — initial suspicion / distrust
simpático — friendly / kind / pleasant
🗺️ Cultural Notes
Olivia Dean
Olivia Dean is a British singer-songwriter known for her soulful, jazz-influenced pop. Her debut album Messy was released in 2023 and earned her a BRIT Award nomination. Her "2016" Tour — referenced on the crachá — is named after one of her songs and documents her rise from small venues to arenas across Europe. Alexia mentions following Olivia "há quase uma década," making her an early fan well before the mainstream breakthrough.
Forest National / Vorst Nationaal
Forest National Arena (in French) or Vorst Nationaal (in Dutch) is one of Brussels' most iconic concert venues, located in the Forest municipality south of the city center. With a capacity of around 8,500, it sits in front of a large green park — hence Marco's description of "floresta." Historically the venue has hosted legends from the Rolling Stones to Stromae, and its mid-sized capacity makes it ideal for the kind of intimate arena experience Alexia and Marco describe.
VIP Concert Culture in Europe
European concert VIP packages vary by artist, but Olivia Dean's premium tier came with a crachá (lanyard badge), early merch access, and branded cosmetics from Hourglass — the beauty brand Olivia has an ambassador relationship with. Alexia notes she "ganhei em dobro" because her father's Hourglass gift would also end up in her hands. This kind of artist-brand partnership is increasingly common in European touring.
"Artista de abertura" — The Opening Act as a Career Stage
Alexia uses Olivia Dean herself as the example: for years Olivia was an "artista de abertura" for bigger names before breaking through. Now she headlines 8,500-seat arenas and her own opening acts face the same path. The phrase "ela cresceu de um ano para cá" captures exactly this kind of rapid, visible career leap — going from 200-person venues in Brussels to filling the same city's main arena twelve months later.
European Concert Transport Culture
Marco and Alexia note that Olivia Dean's production scheduled German shows an hour earlier so that audiences could get home by public transport. This reflects a broader cultural expectation across Northern Europe — particularly the UK, Germany, the Netherlands, and Belgium — where concertgoers routinely take trams and trains home after shows rather than taxis. Brussels had buses waiting outside Forest National at the end of the night, which Alexia attributes to coordination between the arena and the "prefeitura."
Brussels Taxis and the Legal Obligation to Take Passengers
Belgian taxi law requires licensed taxis to accept any fare within their operating zone — refusing a passenger is a violation. The first driver who said "Não" to Alexia and Marco was breaking the rules, which is why the fifth driver, after taking them aboard, went and reported the situation to the police on their behalf. Interestingly, this driver had no taxímetro running, which caused anxiety — but he charged a fair 30 euros (cash) or 33 euros (card), well within the normal post-show premium range.
Favelas and Entry Fees — Correcting a Misunderstanding
The Moroccan taxi driver told Marco and Alexia that his friend had to "pagar para entrar no Rio de Janeiro" — pay to enter Rio. Alexia correctly identifies what likely happened: the friend visited a favela community that charges guided-tour entry fees (a practice common in organized "favela tourism" packages). The misunderstanding reflects a common conflation of "visiting a favela" with "entering Rio de Janeiro" itself. Alexia's response is diplomatically Brazilian: "Depende."
🔤 Grammar Highlights
1. "Há quase uma década" — Present Tense + há for Ongoing Duration
In Brazilian Portuguese, há + time expression with a present-tense verb means "I have been doing X for [duration]" — the action started in the past and is still going on. English uses "for" + present perfect; Portuguese uses simple present + há.
- Eu já acompanho a Olivia há quase uma década. — I've been following Olivia for nearly a decade.
- Moro aqui há três anos. — I've been living here for three years.
- Trabalho nessa empresa há dois meses. — I've been working at this company for two months.
2. "Dava para ver" — Imperfect of dar para (It was possible to see)
Dar para means "to be possible" or "to be able to." In the imperfect tense, dava para = "you could tell / it was possible to see." It appears twice in this episode, both times describing something emotionally visible in Olivia Dean.
- Dava para ver no olhar dela o quão agradecida ela estava. — You could see in her eyes how grateful she was.
- Dava para ver a felicidade dela o tempo todo. — You could see her happiness the whole time.
- Dava para ouvir a música lá de fora. — You could hear the music from outside.
3. "De um ano para cá" — Over the Past [period]
The construction de [time] para cá means "since [time] / over the past [period] / in the last [stretch of time]." It refers to change or progress measured from a past point up to now.
- Ela cresceu de um ano para cá. — She's grown so much over the past year.
- De seis meses para cá, tudo mudou. — Everything has changed in the last six months.
- De quando você foi embora para cá, a cidade ficou diferente. — Since you left, the city has changed.
4. "O quão" — How Before an Adjective
Quão is the formal/literary equivalent of "how" used before adjectives to express degree. It is more common in written Portuguese and in speech when the speaker is being expressive or emotional. In everyday conversation, como or o quanto are more frequent.
- O quão agradecida e o quão feliz ela estava. — How grateful and how happy she was.
- Você não imagina o quão difícil foi. — You can't imagine how difficult it was.
- Ficou claro o quão importante era aquele momento. — It became clear how important that moment was.
5. "Em matéria de" — In Terms of / When It Comes to
Em matéria de is a useful prepositional phrase that means "in terms of" or "when it comes to the subject of." It often appears in comparisons and evaluations, as Marco uses it here when comparing Olivia Dean's audience connection to Taylor Swift's.
- Em matéria de comunicação com o público, ela é incrível. — When it comes to audience connection, she's incredible.
- Em matéria de comida, o Brasil não tem concorrência. — In terms of food, Brazil has no competition.
- Em matéria de pontualidade, os europeus são bem diferentes. — When it comes to punctuality, Europeans are quite different.