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S01:E28 - Ibitipoca, Minas Gerais Part I

Listen on:

Foster: Ibiti-ibiti-ibiti-ibiti-ibiti... estamos gravando!!

Alexia: Bom, mais um da série de viagens. A gente tem mais uma para contar.

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A gente tem mais uma para contar. We have one more to tell. In Portuguese, we use the phrase ‘mais uma’ or ‘mais um’ to say one more or another. The English speaker often once to say, ‘uma mais,’ but this is incorrect. Here are some more examples: 1. Mais uma cerveja, por favor. Another beer, please. 2. Pode me contar mais uma historia? Can you tell me another story? 3. A gente ainda tem mais uma coisa para fazer. We still have one more thing to do.

Foster: A gente gosta de viajar!

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A gente gosta de viajar! We like to travel. The word gostar, which means to like, is always followed by the preposition ‘de’. A good way to remember this is to think of the English phrase, to be fond of.

Alexia: Ainda bem!

Foster: Eu acho que qualquer pessoa que está escutando esse podcast gosta de viajar.

Alexia: Sim, eu imagino que sim.

Foster: É, se você não gosta de viajar...

Alexia: Quem é que não gosta de viajar?!

Foster: Tem gente. Sobretudo estado-unidenses. Mas, estamos tentando mudar isso. Então, hoje a gente está falando de...

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estado-unidenses. Americans (from the US). In Brazil you can usually just say americano, and Brazilians will understand that you are referring to the United States.

Alexia: Ibitipoca!

Foster: Ibitipoca! Me explica, Alexia, o que é Ibitipoca?!

Alexia: Ibi-ti-po-ca.

Foster: Ibitipoca é um nome estranho, né?

Alexia: O nome na verdade se chama Conceição de Ibitipoca. Conceição de Ibitipoca é um nome de uma santa aqui. Então, na verdade, seria Santa Conceição de Ibitipoca. Ibitipoca é a cidade.

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uma santa. a (female) saint

Foster: Ah, não sabia. Então, onde é que fica Ibitipoca?

Alexia: Fica em Minas também. Mas, é perto do Rio de Janeiro. Então fica...

Foster: Perto quer dizer quatro horas quase de carro, né? Três horas.

Alexia: Que três horas? A gente levou cinco horas e meia!

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A gente levou cinco horas e meia! It took us 5 and a half hours to get there. The verb levar, is usually used when talking about how much time it takes to arrive somewhere.

Foster: Não. Cinco horas e meia, não.

Alexia: A gente levou cinco horas e meia!

Foster: É, mais ou menos cinco horas! Quatro até seis horas, a gente não sabe muito bem!

Alexia: Bom, vamos explicar. A gente sai do Rio, vai em direção a Petropólis, que é a serra do Rio de Janeiro. Saiu de Petropólis, você vai em direção a Juiz de Fora, que é a primeira cidade mineira perto do Rio, né?

Foster: Isso.

Alexia: Chegou a Juiz de Fora, você vira à esquerda e chega no município de Lima Duarte. No município de Lima Duarte, existe Conceição de Ibitipoca.

Foster: Lima Duarte também é uma cidade pequena legal.

Alexia: Bom, no outro podcast que vocês provavelmente já escutaram, a gente falou de Poços de Caldas, que eu falei aqui que é uma cidade pequena para um interior e média para um Brasil inteiro. Conceição de Ibitipoca é uma cidade mínima, muito pequenininha.

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Pequenininha. really really small. Here Alexia, added the diminutive -inha to emphasize the smallness of the city. In Portuguese, you can add -inho or -inha to just about any word to make it signify something smaller, cuter, or more specific.

Foster: Realmente é pequena. É uma vila

Alexia: É uma vila praticamente que fica no alto de uma morro.

Foster: É tipo uma montanha pequena com uma cidade lá em cima. É mó legal, gente!

Alexia: A gente ficou... bom, por que nós fomos para Ibitipoca?

Foster: Porque, bom, Ibitipoca tem um parque estadual. É estadual ou nacional?

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um parque estadual. state park.

Alexia: Estadual.

Foster: Estadual. Tem um State Park que é muito bonito, tem cachoeira, tem vistas panorâmicas, tem muita natureza, é bonito demais. E dá para caminhar muito. Dá para... como é que fala? Fazer trilha?

Alexia: Sim. Dá para fazer trilhas no parque. Bom, o parque inteiro tem mais ou menos 22 quilômetros. Para você fazer a trilha maior, em que você passa por todos os lugares, todas as cachoeiras, todas as grutas... cachorro!

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fazer trilhas. to go hiking

Foster: Tem um cachorro!

Alexia: Ih, ele está chateado!

Foster: Se vocês já repararam, é difícil achar um lugar calmo e silencioso aqui no Rio de Janeiro.

Alexia: Bom, a gente foi numa sexta e voltamos no domingo, né?

Foster: Isso

Alexia: Bom, no sábado, a gente fez aquela trilha de 18 quilômetros que passava por todo o parque. Só que a gente foi infelizmente no final-de-semana que não estava tanto Sol. Estava chovendo, nublado e muito frio.

Foster: Tava frio. Mas, frio para o carioca e frio para o americano é diferente.

Alexia: Bom, eu estava congelando!

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eu estava congelando! I was freezing!

Foster: Eu achei frio. Mas a Alexia estava sofrendo muito. Mas, fala um pouquinho mais sobre o parque mesmo. E, primeiro, a multidão das pessoas que têm, você tem que chegar cedo, o turismo.

Alexia: Assim, o parque abre, se não me engano, 7h ou 7h30 da manhã, agora eu não lembro E um dia antes a gente foi pegar as chaves do nosso chalé, que a gente alugou.

Foster: A gente ficou num chalé. Que chique!

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Vale muito à pena. It is really worth it.

Alexia: O que é chalé?

Foster: Bom, eu acho que em inglês a palavra chalé é...

Alexia: Cabin?

Foster: É, mas em inglês tem uma conotação mais chique mesmo.

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Que chique! How chic! How fashionable!

Alexia: Entendi.

Foster: Chalé é uma palavra francesa, né? Mas, em inglês é mais tipo um cabin que fica bem nos resorts de esqui e coisa assim.

Alexia: Entendi. Bom, o nosso chalé era uma casinha de madeira bonitinha, que tinha tudo, tinha churrasqueira, cozinha, uma gracinha! E aí a gente ia andando na cidade um dia antes de irmos para o parque perguntamos que horas deveríamos chegar para ir com calma, etc. Aí a pessoa que respondeu a gente falou bem sinceramente que era melhor chegar uma hora antes que o parque abrisse. Porque durante o final-de-semana tem um limite de 300 pessoas a entrar no parque porque eles fazem uma segurança e eles preservam absurdamente aquele parque. E durante a semana, que tem muito menos gente, não é uma multidão, eles liberam para 600 pessoas por dia.

Foster: Mas, eu acho isso muito legal.

Alexia: E o Foster não estava acreditando que isso era real. Quando a gente chegou, era o quê? Quinze para às 7h, né? O parque abria às 7h30. Já tinha uma fila imensa, multidão de pessoas! Era algo surreal. E a gente quase não entrou porque a fila parou atrás da gente.

Foster: É. Eu fiquei impressionado. Porque eu não estava acreditando que você realmente tem que chegar cedo porque eles estão preservando o parque.

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Eu fiquei impressionado. I was amazed. I couldn’t believe it.

Alexia: E o que eu achei muito curioso de lá que existiam certo tipo de pessoas. Tinham pessoas como nós que estávamos conhecendo a cidade e queriam fazer trilha, queriam explorar um pouco...

Foster: É. Tinha muito casal.

Alexia: Tinha muito casal explorador literalmente.

Foster: Aventureiros!

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Aventureiros. adventurers

Alexia: Super aventureiros que faz isso da vida. E tinham simplesmente um grupo de amigos que resolveram alugar uma casa e acharam que iria ser legal ir para o parque e quase morreram subindo as ladeiras, etc.!

Foster: Ibitipoca não é para iniciantes, não!

Alexia: Não é, gente! Eu achei que era. Eu quase sofri. Sofri mesmo. Mas, foi incrível!

Foster: Quer dizer que qualquer pessoa possa fazer, mas é melhor que você já tenha alguma experiência...

Alexia: Um hábito de caminhada. Principalmente de subida e descida porque lá tem muitas subidas e descidas. Mas, cada lugar que você passa...