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Camila foi de Boston para NYC descobrir uma nova vida!

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Oi pessoal! A Camila, ela fez parte da minha vida na época que eu voltei para o balé, já adulta, então eu achei uma aula de balé perto da minha casa e nós nos conhecemos lá. A Camila, ela sempre fez parte do grupo Zona Sul do Rio de Janeiro, então a gente estudava em uma escola perto da outra, a gente fazia balé juntas, a gente se via nas ruas do Leblon e da Gávea. Então sempre foi uma pessoa que fez parte da minha vida. E ela teve uma oportunidade incrível de fazer faculdade fora do Brasil e foi para os Estados Unidos, e ela veio contar um pouquinho sobre a história dela aqui pra vocês. Então, vamos lá com o episódio.

Transcription

(notes & annotations forthcoming)

Alexia: Camila, porque você saiu do Brasil? O que que deu esse empurrão?

Camila: Então, na época, quando eu estava pra me formar na faculdade, eu fiz faculdade de arquitetura na PUC.

Alexia: PUC Rio, né?

Camila: PUC Rio, é. Eu tive um professor que foi muito influente nessa decisão. Eu sempre quis fazer mestrado, eu sempre gostei da área acadêmica e eu pensava em fazer mestrado no Brasil, na verdade. Eu estava pensando em fazer na USP que, enfim, eu acho que é um dos melhores que tem no Brasil. E aí, eu estava no intercâmbio, a gente se encontrou na França, num workshop, e ele falou “O que você vai fazer depois de se formar?” Aí eu, “Trabalhar?”

Alexia: Ganhar dinheiro, tentar ganhar dinheiro.

Camila: Né? Enfim, sendo arquiteto não é muito, mas… “To pensando em fazer um mestrado.” Aí ele, “No Brasil?” Aí eu, “É, acho que sim.” Ele, “Não, eu acho que você tem todo o potencial para aplicar para universidades de ponta no exterior e tal. Aí eu, “Ah, fala sério, não… E tipo, não tenho dinheiro pra isso, sabe? É muito caro e tal.” Enfim, e aí teve uma pessoa da PUC que era mais velha que eu, acho que uns dois anos, três anos, que tinha ido pro MIT. E ele era tipo, meio que um conhecido assim na faculdade, sabe? Por ter ido pro MIT, enfim, várias coisas, ele era muito bom, tal.

Alexia: Uhun.

Camila: E aí eu fiquei… Foi meio que uma inspiração também, assim, eu pensei, “Bom, vou tentar, né?” E aí eu trabalhei por um tempo e me formei em 2015. Aí, em 2016, eu comecei a me preparar. Aí, enfim, eu apliquei e eu fui para Harvard. Aí eu apliquei para oito universidades e passei pra seis.

Alexia: Uau. Camila, meu Deus! Que incrível! Eu não sabia disso.

Camila: Aí, enfim, eu fiquei um tempo escolhendo, estava vendo a questão de bolsa (de estudos) e tal, acabei ganhando 100% de bolsa em Harvard, e foi também o curso que eu mais tinha gostado na época que eu vim visitar as universidades.

Alexia: Legal.

Camila: E aí foi uma decisão fácil, né?

Alexia: Sim.

Camila: Quer dizer, não tão fácil, porque ainda tinha que pagar meu custo de vida e tal, mas que bom que minha família tinha condições (financeiras), na época, de me ajudar. Enfim, a gente fez as coisas funcionarem.

Alexia: Sim.

Camila: E aí, eu vim.

Alexia: Eu te acompanho muito pelo Instagram, né? Porque hoje em dia, principalmente com as pessoas que moram fora, a gente se vê pelo Instagram, né? E eu não falo com você há anos, assim, a gente se curte no Instagram, aquela coisa toda, mas falar falar, a gente não se fala há anos. Então eu sempre te via com uns amigos internacionais, do México… Principalmente do México, se eu não me engano, ou alguma coisa assim. Sua roommate, eu acho.

E aí eu fiquei pensando assim, “Cara, que legal que a Camila conseguiu ir pra Harvard, tá morando em um lugar super bacana com pessoas internacionais, sabe? Tipo, crescendo muito emocionalmente, e de todas as outras formas possíveis, tipo, profissionalmente também. Que experiência incrível que ela deve estar tendo.” Eu sempre pensei isso, de verdade, assim.

Camila: Ah, foi muito incrível. A maioria dos meus amigos eram latinos em geral, né? Não, foi muito incrível. Assim… Eu gosto sempre de falar, ainda mais agora que tem alguns brasileiros que estão começando e tão me mandando mensagem pedindo dicas e etc de como é, eu falo “Olha, dor e delícia, sabe? Não são tudo mil maravilhas, foi sofrido.”

Foi sofrido pra mim. Não me adaptar à Boston, aos Estados Unidos, porque, na verdade, eu nem tive tempo de me adaptar à Boston, porque eu vivia 100%, 24/7, tipo, 24 horas por dia, 7 dias por semana, a universidade né? Então foi assim, me adaptar àquele universo acadêmico de elite foi uma realidade muito diferente da PUC do Brasil.

Alexia: Isso que eu ia te perguntar, deve ser o oposto, né? Completamente o oposto.

Camila: Muito diferente. Assim, os professores não eram todos americanos, na verdade, acho que a minoria era americano. Mas é um ambiente muito pesado, assim, é muita competição entre os professores também, e acaba que eles jogam isso pra cima dos alunos, querendo ou não, sabe? Que também, no Brasil também é assim, foi um choque de realidade pra mim, porque eu sempre fui topo da minha turma no Brasil, eu sempre entre os melhores da turma.

E aí eu saio dessa realidade, que pra mim era “fácil” estar ali, a minha zona de conforto e vou pra um lugar em que todo mundo é o melhor, sabe? E foi difícil pra mim, assim, tipo “Caramba, o que que vai me custar ser o melhor nessa nova realidade? Talvez eu não esteja disposta a isso.” Porque, enfim, saúde física e emocional.

Alexia: Sim.

Camila: Você não dorme… Eu já não dormia não sendo topo da turma, imagina sendo, né? Mas não só isso, assim, também a relação, comunicação eu acho que aqui nos Estados Unidos é muito diferente. Eu senti isso na academia, agora eu to sentindo isso no trabalho que é mais distante, né? E aí, às vezes, assim, por exemplo, uma coisa que é muito marcante pra mim, é o jeito de escrever email.

Alexia: Nossa! Pra mim também. O Foster, ele me enche o saco toda vez que eu escrevo e-mail em inglês, “Mas você está usando muita pontuação, ponto de exclamação não pode entrar aqui.” Aí eu, “É o jeito que a gente escreve, a gente tá querendo ser amigável, sabe?”

Camila: É, total. E aí assim, caramba, porque a pessoa te manda um “Oi Camila, você pode fazer isso assim, assim, obrigado, tchau" não quer dizer que a pessoa tá chateada com você, ou sei lá, que ela tá… É normal, é assim que é, é direto ao ponto. E isso é bom por um lado, sabe? Eu meio que tô aprendendo a ser assim.

Alexia: Sim.

Camila: Mas foi difícil. E aí isso na academia também foi difícil.

Alexia: Eu acho muito interessante isso que você falou da adaptação do trabalho, né? De como é que as pessoas trabalham nos Estados Unidos comparado com o Brasil, que não quer dizer que seja mais competente ou menos competente. É só uma diferença mesmo na comunicação, na forma de falar as coisas, na forma de pedir as coisas. Enquanto no Brasil é “Oi Camila, tudo bem? Vem cá, você tem um tempinho? Você consegue fazer isso pra mim? Me avisa qualquer coisa, beijo.” E é isso.

Camila: Ou então é, “Como foi o seu final de semana? Espero que esteja tudo bem. O cachorro, papagaio e periquito estão bem?”

Alexia: É isso.

Camila: Aqui eu já desisti, tipo “I hope you’re doing well” eu já desisti porque a pessoa nem responde. Ou então, é isso, na verdade ninguém quer saber se você tá doing well ou não, sabe?

Alexia: E você tá em Nova Iorque agora, né? New York City mesmo.

Camila: Uhun, to. To no Brooklyn.

Alexia: Então você saiu de Boston, aí voltou pro Brasil por um tempinho.

Camila: É, eu fiquei 3 meses no Brasil, aí voltei para Nova Iorque.

Alexia: E como é que está sendo agora a readaptação, né?

Camila: Incrível. Assim, eu já morei em Nova Iorque duas vezes… Não, três vezes…. Não, duas, por alguns meses, né? A primeira vez por seis meses, a segunda vez foi um estágio de verão que eu fiz aqui enquanto eu estava no mestrado. E é uma das minhas cidades favoritas do mundo, assim, que eu já visitei, né?

Alexia: Uhun.

Camila: Top 3. Então não tem muita adaptação não.

Alexia: Não tem muito o que reclamar.

Camila: Não, não tenho. Eu já vim super adaptada.

Alexia: E você tá aonde em Nova Iorque, em qual bairro?

Camila: Eu to no Brooklyn… Isso tem um pouco de adaptação, porque é um bairro super negro e que tem um choque assim, sabe? Tá tendo um choque de cultura porque está gentrificado, né? Pessoas como eu, novas, muita gente assim, nova, da indústria criativa e tal, porque é um pouco mais barato e é comum, morando aqui. Só que a comunidade negra é muito presente ainda, e eles… é outra cultura, né?

Alexia: Sim.

Camila: Então assim, então eu já passei por algumas situações do tipo, sei lá, passeando com o Nelson e aí tinha um Pitbull super agressivo. Aí o cara me mandando sair da calçada e eu tipo, na calçada do meu prédio, tipo, “A rua a sua? O que você quer que eu faça?”

Alexia: Exato. É difícil, né? Porque você é de fora, pelo bem ou pelo mal e tá ali com um Jack Russell mínimo tentando encarar um Pitbull que é de um cara que é de lá, que provavelmente a família dele inteira mora lá também já há anos. É, é complicado. Mas você vê muita gente, tipo, de fora começando a ir, por exemplo, internacionais, brasileiros ou latinos, etc começando a morar aí, ou ainda não?

Camila: Olha, me parece, eu não sei… É difícil identificar assim, que eu não conversei com muita gente. Os vizinhos são todos amigáveis e tal, mas aqui no meu prédio, os meus vizinhos, tem um colombiano, mas eu acho que eu acho que ele cresceu aqui em Long Island. E o resto que eu conheço, que eu sei é americano.

Meu roommate é brasileiro, e dos meus amigos brasileiros que moram no Brooklyn, tem dois que vão se mudar pra cá nos próximos meses, então… Mas assim, é, por ser que sejam pessoas internacionais, mas é um tipo de pessoa bem específico, tipo jovem...

Alexia: Começando a vida.

Camila: É, sim. E a maioria da indústria criativa, artista, designer, arquiteto, que curte essa mistura, sabe? Porque é isso, não é um bairro, por exemplo, Park Smoke, que é tudo é limpinho e bonitinho e fofinho e muito mais caro. É meio sujo, sabe?

Alexia: Sei, sei. É como se fosse Copacabana.

Camila: É, é tipo Lapa.

Alexia: Okay, okay. Então é… E que bom, e aí você começou no emprego há pouco tempo.

Camila: É, eu comecei em outubro. E aí a gente ainda tá remoto, e vai voltar em setembro.

Alexia: Que bom.

Camila: Depois vai fechar de novo, porque eles vão reformar o escritório até janeiro.

Alexia: Bom, também é um escritório de arquitetura, vai reformar…

Camila: E paisagismo.

Alexia: Então… E Camila, assim, eu gosto de perguntar pras pessoas, porque por exemplo, eu, desde que eu me mudei aqui pra Portugal, eu ainda não voltei pro Brasil. Então fazem dois anos que eu ainda não voltei pro Brasil. Pandemia, aquilo tudo que aconteceu em 2020. Eu, pessoalmente, ainda não me sinto confortável. Então, por exemplo, meu pai tá aqui. Se meu pai estivesse no Brasil, eu já teria ido. Mas o meu pai estando aqui, também já ajuda essa situação.

Quando você voltou pra lá, você pensou tipo assim, “O que que eu tô fazendo com a minha vida? Preciso voltar pro Rio, preciso voltar pro Brasil.” Ou não. “Aqui é onde tá minha família, eu entendo isso e tudo bem. É isso.”

Camila: Não. Assim, uma coisa que eu pensei tantas vezes é, eu tenho sobrinhos de dois anos e eu nunca falo com eles porque, enfim, a vida é corrida aqui também. Pensei “Caramba, meus primos estão crescendo e eu não vou ver.” Mas escolhas né? Mas por outro lado também, o Rio tá muito decadente.

Alexia: Muito.

Camila: O Brasil também tá muito decadente, assim. Tá muito triste, sabe? E eu acho que dos meus objetivos profissionais, um deles é ter o meu próprio escritório e talvez seja mais fácil ter no Brasil.

Alexia: Uhun.

Camila: Não que seja impossível ter aqui em Nova Iorque, que é a cidade que eu quero morar nos Estados Unidos, eu acho… Eu não tenho uma atração pelos Estados Unidos, sabe? Eu gosto de Nova Iorque.

Alexia: Uhun.

Camila: Não é impossível, mas é muito mais difícil. Assim, seria mais fácil ter o meu escritório no Brasil, mas por outro lado também, aqui eu sou bem remunerada para o que eu faço. Não bem remunerada em comparação a outros salários daqui, porque arquiteto ganha mal em qualquer lugar do mundo, mas... Infelizmente essa é a realidade, mas assim, com o que eu ganho aqui eu consigo ter tudo, eu consigo…

Alexia: Qualidade de vida, né?

Camila: É, e qualidade de vida. E no Brasil é impossível. Fora que o tipo de projeto que eu faço, que eu gosto de fazer, que são projetos de grande escala de urbanismo, de paisagismo, no Brasil é uma coisa que depende muito do governo.

Alexia: Sim, as licitações, tudo.

Camila: É. Totalmente pagos pelo governo. E então na atual situação, acho que ninguém tá interessado em fazer cidades melhores né.

Alexia: Não, não mesmo.

Camila: Assim, eu não me vejo voltando tão cedo, a não ser que mude muito a situação, que eu não acho que vai mudar. Mas também, por outro lado, eu amo a sensação que eu tenho em Nova Iorque de que eu sou anônima.

Alexia: Eu também, eu também. Eu amo isso também.

Camila: Porque eu não sei se é pela cidade ou por morar fora, porque é uma cidade tão multicultural, tão diversa, tem de tudo. Então assim, se você quiser sair com uma melancia na cabeça, ninguém tá nem aí, porque vai ter uma pessoa mais doida que você, sabe?

Alexia: Sim.

Camila: Então você faz o que você quiser e é isso aí. E tipo, é tudo bem, sabe? É muito progressista, é muito "prafrentex."

Alexia: "Prafrentex." Eu também. É engraçado você estar falando isso porque, só pra explicar um pouco, eu e a Camila, a gente cresceu na Zona Sul do Rio de Janeiro. E é uma bolha, né? Então todo mundo se conhece, todo mundo se conhece em algum momento da vida. Por exemplo, eu e a Camila, a gente fez balé juntas, e aí isso virou outra história.

Então eu conheço ela, a gente nunca estudou juntas e tal, mas ela foi pra PUC, fez arquitetura, conhece outras pessoas que eu conheço, e assim vai indo, é normal isso no Rio. E isso que você tá falando de Nova Iorque, que você ser anônima, eu aqui no Porto, eu amo isso, eu amo sair na rua vestida da forma que eu tiver e ninguém vai me reconhecer, ninguém vai saber que eu sou, ninguém vai ligar pra forma como eu to vestida ou a forma que eu lido com as coisa e tal.

Diferentemente de Nova Iorque, que é uma cidade extremamente internacional e que tem de todas as nacionalidades do mundo, aqui no Porto não, aqui é uma grande aldeia. Só que sendo uma grande aldeia, ninguém tá nem aí também pro que você tá fazendo. Se você quer fazer tal coisa, você fez e pronto, ninguém vai te perguntar porquê, sabe? Enquanto no Rio, na Zona Sul, eu ficava assim, “Ah, mas será que fulano vai me ver assim? Será que ciclano eu vou encontrar na rua?” Sabe esse tipo de coisa? Eu preciso estar vestida bem. Eu tinha essa necessidade sempre.

Camila: Uhun. É, eu não lembro de sentir isso talvez, mas o que mais me incomoda no Rio é assim, eu vou pro bar, e aí eu vejo uma pessoa que eu estudei no colégio. E aí eu vou pra praia no dia seguinte e essa pessoa também tá lá. E aí caramba, eu to vendo essa pessoa, sei lá, pelo menos uma vez no mês, eu to vendo essa pessoa há 10 anos. E não tem muito como fugir, né? Porque é isso, todo mundo mora na Gávea, no Leblon. Enfim, ali, todo mundo vai pros mesmos lugares.

Alexia: Sim. E sempre o mesmo small talk, né? Que você, “E aí... Como é que tá o trabalho?” Exato. E cá entre nós, se a gente se visse num bar e noutro dia na praia, a gente estaria lá, “Oi Alexia.” “Oi Camila”... Porque é uma necessidade que existe, a gente não pode escapar disso. É, é isso mesmo.

É muito bom isso, Camila. Eu to muito feliz por você, eu realmente, eu estou encantada, de verdade, com o que você conseguiu atingir profissionalmente e principalmente emocionalmente, que eu acho que essa é a maior parte, porque sem emocional você não seria capaz de conseguir o profissional, de jeito nenhum. E eu espero que você consiga ter muitos mais desafios, e muito mais coisas pela frente, que você abra seu escritório internacional, na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá, onde for, e que dê tudo certo. Pra você e pro Nelson, que é o seu cãozinho.

Camila: Coisa fofa. Eu também sigo vocês, eu ouço o outro podcast, agora eu esqueci o nome.

Alexia: Inglês Nu e Cru Rádio.

Camila: Inglês Nu e Cru, eu amo essas histórias de imigração, acho que é a que mais faz sucesso, né? Nossa, toda vez que eu entro nos Estados Unidos eu fico morrendo de medo de me levarem pra salinha, deve ser uma coisa horrorosa.

Alexia: Eu tô em pânico agora pós-pandemia, porque eu quero visitar a família do Foster, óbvio, vai fazer também quase um ano e meio que eu não vejo. E eu to em pânico, porque tem que ter vacina, tem que ter PCR, tem que ter você, tem que ter uma justificativa boa pra você entrar, porque você tá lá ainda durante o Covid. Olha, eu acho que vai ser um ótimo episódio de podcast.

Camila: Exato. Bom, boa sorte.

Alexia: Obrigada. Bom, olha, muita obrigada por você ter participado. Eu espero que você possa voltar mais vezes contando mais notícias sobre a sua vida. E que você tenha uma ótima vida agora em Nova Iorque nessa nova fase.

Camila: Obrigada, Alexia. Adorei falar um pouquinho sobre como é a minha vida aqui.

Alexia: Sim, é bom, porque cada pessoa tem um ponto de vista diferente, então…

Camila: Uhun.

Alexia: É importante a gente falar sobre. E eu tenho o mesmo sentimento do que você sobre o Brasil hoje em dia, mas não necessariamente todo mundo tem. E é bom a gente escutar, né? Os diferentes pontos de vista. Então, obrigada mais uma vez.

Camila: Com certeza. De nada. Um beijo.

Alexia: Beijo.